O governador André Puccinelli (PMDB) provocou polêmica ao não citar nesta semana, durante evento na Assembleia Legislativa, o nome de Nelsinho Trad (PMDB) como pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado. Emocionado, o governador focou o discurso no desejo de ter uma mulher senadora, referindo-se a Simone Tebet (PMDB), mas não falou de Nelsinho, dizendo apenas que o partido terá candidato.

A declaração de Puccinelli, ainda que não seja um não a Nelsinho, levantou, mais uma vez, dúvidas sobre a candidatura do ex-prefeito. O presidente do PSDB, deputado estadual Márcio Monteiro, foi um dos que ficaram desconfiados da declaração.

“O PMDB diz que está fechado, mas o governador falou só quem é o candidato ao Senado. Só não falou quem será o candidato a governador. São coisas que quando se trata do André, a gente fica pensando. Com estas coisas todas, a gente não sabe o que o André fica pensando. A gente tem que entender as palavras dele. Sempre tem um recado”, analisou.

Apesar da brecha dada por Puccinelli, Márcio Monteiro avalia que o PSDB está mais distante do PMDB do que do PT. Ele conta que a definição do partido, sobre ter ou não candidatura própria, ficará para o ano que vem. Apesar da indefinição, o presidente do PSDB ressalta que o partido terá candidato, independente do adversário.

“O PSDB vai entrar nesta disputa, independente do candidato ao Senado ser o André ou a Simone. Nós vamos apresentar uma nova proposta para o Estado”, garantiu. Na comparação entre Azambuja e Simone, Monteiro destaca o fato de Reinaldo ter concluído os dois mandatos como prefeito, o que não aconteceu com Simone, que deixou a administração de Três Lagoas para virar vice-governadora.