O vereador Paulo Pedra (PDT), cassado pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) na tarde desta segunda-feira (9) – com Thais Helena (PT) e Delei Pinheiro (PSD), declarou que se surpreendeu com a decisão dos juízes e que não esperava a decisão. Eles foram acusados de compra de voto em troca de combustível. Da sentença cabe recurso ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas assim que a câmara for notificada, os vereadores terão que se afastar imediatamente até análise e decisão do recurso.

Pedra disse que seus advogados já estão avaliando a cassação e aguardam a publicação do acórdão para manejar o recurso. “Já estamos avaliando. Depois que sair o acórdão meu advogado entra com o recurso. O que eu posso dizer é que decisão da Justiça se cumpre e que todos os cidadãos têm direito a esse recurso”, explicou.

O vereador ressaltou ainda que não esperava ter sido cassado e que não há provas concretas contra ele no processo. “Não esperava a cassação porque no processo não tem uma prova por compra de voto, alguém que declarou que me vendeu. O que tem são os tickets de campanha. Acho que se os 29 vereadores tivessem contrato naquele posto tinham sido todos cassados”, desabafou.

Como a câmara ainda não foi notificada, pedra disse que estará trabalhando. “Hoje ainda vou para a sessão, mas assim que o presidente for notificado já terei que me afastar”, lamentou.

Pedra, Thais e Delei tiveram a sentença de cassação confirmada pelo TRE na segunda. Eles serão afastados de suas funções e haverá uma recontagem de votos para que outros vereadores assumam as vagas abertas. Além de cassados, ele ficam inelegíveis por oito anos e terão que pagar multa sendo de R$ 53 mil para Pedra e R$ 42,4 mil para Thais e Delei.