O município de Sonora, que fica a 361 km de Campo Grande e tem pouco mais de 14,5 mil habitantes recebeu reforço policial nesta quinta-feira (28) durante a Operação Divisa, contra o tráfico de drogas na cidade.

A operação conta com policiais da delegacia do município, assim como do Batalhão de Choque, Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), Defurv (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos), Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), Denar (Delegacia de Repressão ao Narcotráfico).

Foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão, outros 3 indivíduos foram presos em flagrante. 

Um dos presos, por exemplo, é uma mulher, que revendia a droga. Ela foi presa após uma usuária de drogas ser flagrada saindo da casa da autora com pasta base. A usuária confessou que pagou R$ 50 na pedra. Ao entrar na casa da mulher, os policiais a flagraram separando a droga para comercializar. Com ela havia R$ 857 . 

Ela confessou que havia pego a droga do traficante vulgo ‘Da Leste’- morto em confronto com a polícia nesta quinta-feira- para revender. A mulher e a usuária de drogas foram encaminhadas para a delegacia de Polícia Civil.

Segundo a Polícia Civil, a operação tem o objetivo de garantir paz e tranquilidade para a população do município de Sonora. As ordens judiciais são provenientes de inquérito policial da delegacia local, que investiga o tráfico de drogas no município.

Confronto

O confronto que resultou na morte de José Augusto Pereira da Silva, vulgo ‘Da Leste’, de 28 anos, aconteceu em um terreno com vários quartos no fundo, na Rua do Engenho no Bairro Vila Nova. Denuncias eram de que no local funcionava uma boca de fumo e também teria armas de fogo.

Uma equipe do Garras chegou no imóvel, quando ‘Da Leste’ ao perceber a presença da polícia efetuou disparos contra a guarnição, que revidou e o acertou. Ele foi socorrido até o Hospital Municipal, mas morreu. 

Além de uma certa quantidade de entorpecentes, a polícia encontrou a arma de fogo calibre 44 com várias cápsulas deflagradas.

A Perícia esteve no local. O corpo do homem foi levado para o IML de Coxim.

Guerra entre facções

Essa onda de violência na cidade já havia sido noticiada pelo Jornal Midiamax. Em janeiro um empresário morreu por engano após um atirador tentar matar o funcionário dele em briga por facção. Empresário Tiago Valdecir Sandrin, de 38 anos morreu  ao ser confundido por ter características semelhantes às do funcionário, alvo do crime, inclusive uma tatuagem no braço.

Um dos executores do crime foi preso e confessou que matou por engano. O motivo do assassinato do funcionário seria guerra entre facções, pois ele seria de facção rival.

Em fevereiro, dois supostos integrantes do Comando Vermelho foram baleados pela Polícia Civil que estavam em diligências. Outro membro da mesma facção também foi preso com armas e munições.

Conforme o registro policial no dia, a polícia alega que há vários dias a equipe de investigadores tem realizado diligências devido à guerra entre facções do PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho em Sonora.

Ainda segundo a polícia, o enfrentamento entre as facções tem aumentado a criminalidade na cidade, resultando em vários homicídios, além de outros crimes.

Já em março o professor Jair Ferreira Jara, 49 anos e o pintor de obras João Vitor Oliveira de Souza, de 21 anos, mortos executados a tiros no ginásio municipal da cidade. O professor foi morto por engano, conforme as investigações da Polícia Civil. O alvo era o pintor e outro rapaz, que ficou ferido, mas conseguiu fugir. Seis pessoas foram presas envolvidas direta e indiretamente nos assassinatos.

À polícia, testemunhas relataram que os criminosos estavam em uma motocicleta e já entraram no ginásio atirando. O local estava cheio de crianças e adultos no momento dos disparos.

Ainda segundo investigações da polícia, João foi atingido pelo pelo garupa da motocicleta. Apavorado e ferido, o jovem tentou buscar refúgio dentro do ginásio, mas foi perseguido e morto pelo atirador, que na perseguição ainda atirou no professor Jair, que tentou socorrer Vitor.

A polícia ainda apurou que os acusados descarregaram dois revólveres calibre 38, atirando em direção das pessoas que estavam no ginásio, inclusive das crianças. 

Ao lado do corpo das vítimas, os criminosos deixaram recado em papel escrito à mão, indicando que a autoria do crime seria de membros de facção contra outra.