Testemunhas do acidente em que o motociclista, de 21 anos, estava trafegando a 100 km/h na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, na madrugada de domingo (3), começarão a ser ouvidas pela Polícia Civil, por intermédio da 3ª DP (Delegacia de Polícia).

Conforme informou a delegada Jennifer Estevam de Araujo à reportagem do Jornal Midiamax, as testemunhas já foram intimadas. Em relação ao suspeito, ele não deve ser preso. 

“A princípio, não cabe prisão preventiva, em razão de não preencher os requisitos legais. No entanto, estão sendo tomadas as providências cabíveis para esclarecer os fatos e responsabilizar criminalmente o autor”, explica a delegada.

O acidente aconteceu no cruzamento da Rua Professor Luiz Alexandre com a Avenida Afonso Pena. Estavam parados no semáforo vermelho um Corolla, HB20 e um Honda W-RV, quando o motociclista, em alta velocidade, colidiu na traseira do Corolla.

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Moto bateu em três carros (Reprodução, Redes sociais)

A passageira, de 19 anos, foi socorrida em estado grave e levada para a Santa Casa. Ela ficou quatro dias no CTI (Centro de Terapia Intensiva) e segue internada. Agora, o estado de saúde é estável.

Nos stories do Instagram,  o motociclista confessou a alta velocidade. “Bati a 100 por hora em 3 carros. Como Deus é bom, eu vi o céu e o inferno”, publicou.

Motociclista já se envolveu em outro acidente no ano passado

O motociclista, que não tem CNH (Carteira Nacional de Habilitação) já se envolveu em outro acidente de trânsito no dia 16 de abril de 2022, no Bairro Jardim Colibri, quando bateu na traseira de um veículo Ônix estacionado na Avenida Guaicurus. O carro foi projetado e atingiu a traseira de um veículo Fox, estacionado logo à frente.

Diante dos fatos, o motociclista responde por uma ação judicial de ressarcimento de danos causados pelo acidente. 

Avó da vítima está inconformada

A avó da vítima, Zenaide Mendes, de 70 anos, registrou boletim de ocorrência na manhã de segunda-feira (4). Ela disse que o acidente a deixou muito abalada. “Nossa! Eu estou a ponto de enlouquecer, estou de mãos atadas. Estou me sentindo acabada com esse acidente, eu passo mal toda hora sabendo que minha neta está desse jeito”, lamenta. 

Inconformada, ela diz que o motociclista deveria ser preso. “Eu quero justiça, porque ele tem que ser preso, a justiça de Deus eu tenho certeza que será feita. Minha neta só não morreu porque foi socorrida na hora”.

O caso foi registrado como praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

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