A Polícia apreendeu mais de R$ 2 bilhões em cédulas de crédito bancário falsificadas na casa do casal preso na segunda-feira (2), ao tentar aplicar golpe em um empresário na cidade de Dourados, a 225 quilômetros de . Outras vítimas foram identificadas.

A prisão aconteceu após uma denúncia realizada por um gerente da CEF (). Em apenas uma das cédulas apreendidas o valor era de R$ 498 milhões. Os alvos dos estelionatários eram produtores rurais da região.

Segundo a polícia, o casal se passava por correspondente da Econômica Federal e oferecia financiamentos milionários, em troca, exigiam quantias entre R$ 100 mil e R$ 200 mil reais com a justificativa de facilitar a aprovação do financiamento.

Depois que as vítimas realizavam as transferências, os estelionatários afirmavam que não seria possível concluir os financiamentos por problemas de instabilidade no sistema bancário, ou mudança de política do Banco.

Um empresário estava prestes a fazer uma transferência de R$ 110 mil para o casal, sob a promessa de que ele teria facilidades para conseguir a liberação de R$ 59 milhões em financiamentos. O homem foi abordado por agentes do SIG (Setor de Investigações Gerais) e informado sobre o golpe.

À polícia, ele disse que a mulher se apresentou como correspondente da CEF e que fazia projetos de desenvolvimento agrícola, ou seja, que realizava projetos para agricultores conseguirem liberação de valores no Banco e que também realizava essa parceria com várias instituições.

Os suspeitos foram detidos pelos agentes quando entravam pelo portão de uma residência no Conjunto Habitacional III Plano. O local também possuía um escritório onde foram encontrados diversos contratos fraudulentos em nome da Caixa Econômica Federal assinada por várias pessoas.

Na garagem da residência dos investigados os policiais do SIG encontraram um veículo Jaguar, avaliado em mais de meio milhão de reais. Segundo depoimento dos suspeitos, o carro de luxo estava quitado.

Os suspeitos foram presos e levados para a 1ª Delegacia de Polícia de Dourados, por falsificação de documento público, uso de documento e estelionato na forma tentada. A prisão preventiva foi decretada.

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