O Ismac (Instituto Sul Mato-Grossense para Cegos) Florivaldo Vargas, localizado na região central de , perdeu mais de R$ 52 mil em um golpe aplicado na última segunda-feira (6). O golpista fingiu ser funcionário do banco. O furtado seria utilizado para quitar a folha de pagamento na terça-feira (7).

Conforme o boletim de ocorrência, o golpista entrou em contato com o Instituto por telefone e se identificou como funcionário do Banco onde o Instituto possui contas. Na ligação, ele disse que os gerentes solicitaram atualização do aplicativo.

O golpista insistiu que se atualização não fosse realizada, o aplicativo seria bloqueado. O suspeito informou o endereço eletrônico e orientou a funcionária do Ismac sobre o passo a passo da falsa atualização até que o procedimento fosse concluído.

Depois disso, os responsáveis pelo Instituto notaram seis transferências realizadas via PIX, que não foram autorizadas, nos valores de: R$ 13 mil, R$ 5.400, R$ 3.500, R$ 11.500 e R$ 19.200, que totalizaram R$ 52.600.

Sem dinheiro para pagar colaboradores

A vice-presidente do Ismac, Astrogilda Maria José, disse à reportagem do Jornal Midiamax, que o valor furtado seria usado para quitar a folha de pagamento de 17 profissionais, entre celetistas e prestadores de serviços. Com o golpe, o Instituto não tem dinheiro para realizar os pagamentos.

“É devastador. A gente ouve falar, mas não imagina que acontece assim. A pessoa ligou, disse que era funcionário do banco e tinha todos os nossos dados, não tinha como sabermos que era golpe. É muito triste. Foi todo o dinheiro que tínhamos para pagar os colaboradores, ninguém recebeu”, lamenta.

Para levantar recursos para cumprir com os pagamentos, o Ismac pede contribuições. Interessados em ajudar podem contribuir com PIX direcionados para a conta jurídica do Instituto Sul Mato-Grossense para Cegos Florivaldo Vargas. A chave PIX é o CNPJ da entidade: 03.271.764/0001-00.

Sobre ressarcimento, Astrogilda afirma que entraram em contato com o Banco, no entanto, foram informados de que não há ressarcimento. Um pedido de análise também foi feito ao a fim de que as agências que receberam as transferências possam fazer a devolução dos valores, no entanto, ainda não é possível saber se o pedido será aceito.

O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro e será investigado.