A família de Anderson Luis de Oliveira, de 47 anos, que morreu após passar mal na última quarta-feira (8) na calçada na Rua Marquês de Pombal, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, negou que a vítima seria usuária de drogas e moradora de rua, conforme relatado inicialmente no local por testemunhas e pela polícia.

A irmã de Anderson, Priscila Oliveira, que mora em São Paulo, explicou que ele tem dois filhos maiores de idade, um de 23 e outro de 25 anos, mas que moram em São Paulo.

Anderson morava no Bairro Tiradentes e era motoboy, mas estava desempregado, segundo Priscila. Natural de SP, o motoboy conheceu a ex-esposa e veio morar em Campo Grande há 6 anos. Há um ano, ele se separou da mulher e voltou para o Estado natal. Porém, em setembro do ano passado, retornou para a capital sul mato-grossense, em razão do nascimento da filha.

“Ele estava passando um por um momento difícil devido ao desemprego e a separação. Naquele dia, ele passou mal e teve uma crise cardíaca e neurológica e morreu. Sei que a polícia falou que ele era drogado, mas ele não era. Só estava passando por um momento difícil”, lamentou.

Anderson tinha diabete e pressão alta. O último contato com a irmã foi no dia anterior. “Por isso ficamos em choque, porque sei que ele tinha problemas de saúde, mas ele não tinha se queixado de nada assim. Não reclamou de nenhuma dor”, lembrou.

O velório e sepultamento ocorreu em Campo Grande, já que não houve tempo para fazer o translado para São Paulo.

“Era tranquilo, trabalhador. Via a filha quase todos os dias, mesmo não morando com ela”, disse a irmã, que também lamenta que tenham o confundido com morador de rua. “Ele amava essa cidade, disse que fez muitos amigos por aí e se sentia acolhido”, afirma.