Após dias de busca pelos restos mortais do jogador de futebol Hugo Vinícius Skulny, morto e esquartejado em Sete Quedas, cidade a 468 km de Campo Grande, o Corpo de Bombeiros elencou o uso de diversas técnicas para encontrar os restos mortais da vítima. Houve tanto o uso de drones, bem como a movimentação em “X”, com a intenção de fazer as partes do corpo da vítima emergirem da água. Conforme a corporação, as ações foram fundamentais para ajudar na elucidação do crime bárbaro ocorrido no interior de Mato Grosso do Sul.

Segundo o subtenente de Amambai, Vilson Vicente Ferreira, os três primeiros dias de buscas envolveram 12 horas de trabalho diariamente. No entanto, nada foi encontrado. Já no dia 2 de julho, com coordenadas planejadas após um dos envolvidos prestar depoimento, restos mortais da vítima foram localizados.

“As equipes foram da ponte do Rio Sete Quedas até a ponte do Rio Japorã e, após três dias, nada foi encontrado. Depois, com a informação concreta de um dos envolvidos e do local onde o corpo foi desovado, em 10 minutos achamos os restos mortais” afirmou ao Jornal Midiamax o subtenente.

Movimentação da água em X

Ainda segundo o subtenente do Corpo de Bombeiros, a equipe realizou uma segunda busca no Rio Sete Quedas no dia 2 de julho, momento em que os oficiais usaram as táticas de busca em superfície e movimentação da água.

Além disso, bombeiros também utilizaram drones e verificaram amontoados de galhos no rio. Nesta segunda etapa de buscas, foram 18 quilômetros percorridos e 4 quilômetros de descida no rio. Ao todo, foram 70 quilômetros percorridos no rio durante as buscas.

O subtenente também detalhou que os bombeiros trabalharam em barcos, devido à largura de quase 100 metros do rio, que tem corredeira. “Foram locais de difícil acesso, mas, todo o trabalho foi feito”, diz o oficial.

Jogador teve corpo esquartejado

O jogador de futebol Hugo Vinícius Skulny, de 19 anos,teve o corpo esquartejado e atirado em rio de Sete Quedas. Hugo desapareceu ao ir a uma festa no dia 25 de junho. Polícia concluiu que a ex-namorada de Hugo e o amigo usaram serra elétrica premeditaram o assassinato.

No último domingo (2), a polícia encontrou no Rio Iguatemi partes do cadáver de Hugo, que foi identificado através de uma tatuagem. Na segunda-feira (3), foi encontrada parte da cabeça do jovem. Desde então, bombeiros seguiam com as buscas pelos restos mortais do jovem.  

Toda a investigação começou quando familiares perceberam o desaparecimento do jogador e registraram boletim de ocorrência. As investigações levaram a polícia no último fim de semana até o rio, onde partes do corpo de Hugo foram encontradas.

Jogador de futebol Hugo
Jogador de futebol, Hugo foi esquartejado e restos mortais jogados em rio de Sete Quedas (Reprodução)

Hugo foi esquartejado com serra elétrica

A Polícia Civil da região concluiu que foram usadas uma serra fita de açougue e uma serra elétrica para esquartejar o corpo de Hugo. Além disso, a morte do jogador foi premeditada. A ex-namorada de Hugo está presa temporariamente acusada do assassinato, enquanto o outro envolvido, Danilo Alves, está foragido e um mandado de prisão contra ele foi expedido. 

Segundo informações passadas em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (7), na Câmara de Vereadores da cidade, o crime foi premeditado e dificultou a defesa do jogador que foi assassinado com três tiros, sendo dois na testa e teve o corpo esquartejado sendo arremessado no rio para dificultar que os restos mortais fossem localizados. 

Delegada Lucélia Constantino participou de coletiva sobre o caso em Sete Quedas (Nathalia Alcântara, Midiamax)

Ainda segundo as informações passadas, foram ouvidas 17 testemunhas, seis buscas e apreensões feitas durante toda a investigação que durou 11 dias. Celulares e objetos cortantes foram apreendidos pela polícia. O depoimento do amigo que estava na casa junto da ex-namorada e de Danilo foi peça-chave, segundo a polícia.

Com o depoimento do amigo foi possível encontrar os restos mortais de Hugo pelo Corpo de Bombeiros, que usou drones para a localização dos restos mortais do corpo. Foram 18 quilômetros de buscas pelo rio, em locais de difícil acesso. 

Nestes 11 dias de investigações, foram feitos vários testes pela perícia científica que atuou com sete peritos onde todas as circunstâncias foram analisadas, além da reprodução simulada feita na casa da ex-namorada do jogador de futebol. Ainda segundo a perita Jéssica, foram três dias de necropsia e exames complementares serão ainda realizados para a investigação.

A promotora de Justiça, Mayara Santos, disse na coletiva que “é compromisso do MPMS buscar responsabilidades criminais desta tragédia”.

Os autores deverão ser autuados por homicídio que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver e fraude processual. Mais detalhes podem ser conferidos nesta reportagem do Jornal Midiamax. Leia também: