A professora de 27 anos, que teve o veículo Ford Ka, de cor vermelha, furtado na noite dessa quinta-feira (5), no Bairro São Conrado, em Campo Grande, falou que achava que seria assaltada. A policial que levou o carro da professora estava em surto e com vários ferimentos pelo corpo.

A professora relatou ao Jornal Midiamax que ficou sem entender o que estava acontecendo e a princípio achou que seria assaltada e só depois percebeu que a mulher estava em surto dizendo palavras desconexas. Ela e o marido de 23 anos, designer de software, haviam acabado de chegar em casa.

Ela ainda falou que ficou com medo da policial levar o carro com os cachorros dentro, mas conseguiu retirar os animais antes da militar levar o veículo. A professora contou que achou que iria ter o celular roubado, mas assim que a policial se aproximou pegou as chaves do carro de forma repentina das mãos dela. 

A Corregedoria da PM irá apurar os fatos.

BO por desaparecimento

A irmã da policial militar, que furtou um veículo Ford Ka, na noite dessa quinta-feira (5), no Bairro São Conrado, em Campo Grande, durante um surto, registrou no dia anterior um boletim de ocorrência por desaparecimento da militar. 

Informações obtidas pelo Jornal Midiamax são de que o registro do boletim de ocorrência ocorreu depois da militar desaparecer na madrugada anterior. Após o surto e furto do carro de um casal que chegava em casa, a policial foi atendida pelo Corpo de Bombeiros. A militar estava bastante machucada e com poucas roupas.

Surto e furto de carro

Foram constatados vários ferimentos e um corte profundo na cabeça. Ela tinha sinais de abuso sexual, segundo o bombeiro que atendeu a vítima, o que deve ser comprovado em exames clínicos. Durante a conversa com a policial, ela dizia palavras desconexas. 

A policial ainda contou que antes de furtar o carro havia caído em um córrego e batido com a cabeça em uma árvore. O casal dono do carro contou que a mulher chegou dizendo que precisava do veículo e que estavam a perseguindo tomando as chaves das mãos dela. 

Após tomar o carro do casal, a militar em fuga acabou atropelando um eletricista de 61 anos, que sofreu escoriações, sendo socorrido e levado para uma unidade de saúde. 

Corregedoria irá apurar

Segundo a assessoria de comunicação da PM informou em nota, “em razão do quadro de saúde da Policial Militar, fora prestado suporte pelo FAF (Fundo de Assistência Feminina) da PMMS, tendo sido designada uma psicóloga para acompanhamento da policial. Procedimento administrativo será instaurado pela Corregedoria da PMMS a fim de se apurar as circunstâncias dos acontecimentos ocorridos”.