A ação da Polícia Civil nessa terça-feira (16), no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, que contou com helicóptero, prendeu oito pessoas, além da apreensão de facas, e drogas. 40 policiais de diversas delegacias participaram da ação.

Segundo informações passadas pelo delegado Hoffman D’ávila da (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) está é a quarta ação feita pela polícia neste ano em repressão ao tráfico ‘formiguinha’ nos bairros da cidade.

Durante a ação que cercou o bairro e contou com 10 viaturas, oito pessoas foram presas sendo quatro delas em flagrante. Um dos presos já havia sido preso pelo mesmo crime há 1 mês em outra operação. Ele estava usando tornozeleira eletrônica.

Foram apreendidas três facas, celulares, R$ 1.600 e porções de drogas. Ainda segundo Hoffman estas apreensões por menores que sejam são muito importante para tirar de circulação o tráfico doméstico. “Não vamos deixar criar cracolândias”, disse o delegado Paulo Henrique Sá, Coordenador de Operações da Polícia Civil. 

O tráfico ‘formiguinha’ acaba fomentando outros crimes, segundo o delegado. Paulo Sá ainda falou sobre o tráfico também ser uma questão de saúde com a recuperação de locais em que a população posa voltar a usar e que hoje são ocupados por traficantes, como alguns becos no Bairro Tiradentes que não possuem iluminação.

(Foto: Reprodução/ DEH)

O Jornal Midiamax publicou uma série de reportagens sobre ‘minicracolândias’ em Campo Grande e a disseminação de bocas de fumo pelos bairros da cidade, assim como as implicações sociais que esse tipo de atividade criminosa causa. Leia as outras reportagens da série: 

“Narcotráfico doméstico avança e ‘minicracolândias’ se espalham por bairros de Campo Grande”.

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Moradores sentem alívio com operações

Um dos moradores contou ao Jornal Midiamax que as ações estão mais constantes. Evandro dos Santos, 52 anos, é dono de uma lanchonete há três anos, e disse que na região tem muitos usuários de drogas. “Acho importante, a gente se sente mais seguro”, disse.

Ele falou que o barulho do helicóptero chamou atenção de todo mundo, e revelou que nunca teve problemas ou foi furtado no bairro. Evandro ainda falou que antigamente tinha até tiroteio no bairro e que o problema é que as pessoas do crime se renovam e que agora são adolescentes de 13 e 14 anos.

 Mirian Rocha, 41 anos, auxiliar de limpeza, disse que mora há dois anos e que é a terceira vez que fica sabendo de operações na região. “Aqui já foi muito descuidado em relação à segurança, mas essas operações mostram que eles estão cuidando da população”.

Outra moradora falou do alívio que as operações trazem para a população. Stefany Novaes Sousa, de 24 anos, contou que tem medo de deixar a casa sozinha e ser roubada. Ela disse que tem que cuidar, já que a região tem muitos usuários de drogas, mas diz que se sente aliviada quando vê essas operações da polícia. “Essa varredura traz paz, alívio, mas tem que cuidar”, finalizou.

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