MPMS abre inquérito para investigar diretor de escola que assediava alunas

Diretor tentou por diversas vezes marcar encontro com a garota
| 13/05/2022
- 08:42
MPMS abre inquérito para investigar diretor de escola que assediava alunas
(Reprodução)

O MPMS (Ministério Público Estadual) abriu inquérito para investigar o diretor de uma escola estadual, de Nova Andradina, a 297 quilômetros de Campo Grande, após denúncias de que o assediava alunas na unidade escolar.

O diretor é investigado pelo promotor Paulo Henrique Mendonça de Freitas. Segundo o promotor, o procedimento está sob sigilo para proteção das possíveis do diretor. O MP relatou que o fato  constitui ato de administrativa, já que atenta contra os princípios da administração pública, violando os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade das instituições públicas.

‘Você mexe com a minha imaginação’

Segundo o relato da garota, o diretor também importunava outras alunas da escola. Ela ainda falou que o diretor passou a enviar mensagens para ela. Em uma delas teria feito o seguinte comentário: “Com todo respeito, você está uma delícia”. Em outro comentário ele teria dito: “Você mexe com a minha imaginação”.

O diretor tentou por diversas vezes marcar encontro com a aluna, na casa dele e em um clube. A garota ainda disse que após o comentário público ter sido feito pelo diretor e várias pessoas terem visto, ele deletou sua conta do Facebook. 

Tocada em baile escolar

A adolescente ainda contou que durante um baile na unidade escolar, no fim do ano passado, o diretor passou as mãos nas suas costas e ela teria ficado incomodada com a situação.

“Achei que mandava minha filha para a escola com proteção”, disse a mãe da aluna. A mulher ainda pediu que outras mães que souberem de casos semelhantes procurem a DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), onde o caso foi registrado.

A Semec (Secretaria Municipal de Educação e Cultura) afastou o diretor das atividades. Também foi aberto PAD (Procedimento Administrativo Disciplinar) contra o diretor, que já estaria sendo investigado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

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