Polícia

Latrocínio ou agiotagem: polícia encontra carro de executado na fronteira de MS e investiga crime

Para a Câmara de Comércio de Pedro Juan Caballero, a perda é significativa e deixa o empresariado em alerta

Marcos Morandi Publicado em 16/11/2021, às 11h23

Comerciante integrava diretoria da Associação Árabe de Ponta Porã
Comerciante integrava diretoria da Associação Árabe de Ponta Porã - Reprodução/redes sociais

A morte do empresário Badih Mohamed Salém, de 49 anos, em Ponta Porã, na manhã desta terça-feira (16), está mobilizando as forças policiais do lado brasileiro e também de Pedro Juan Caballero, onde o comerciante tinha uma loja de produtos importados.

Informações apuradas pela reportagem do Midiamax indicam que a polícia trabalha com a hipótese de latrocínio, mas não descarta que o crime tenha sido motivado por agiotagem, uma vez que o comerciante também emprestaria dinheiro a juros, segundo fontes policiais. 

Após o assassinato, a polícia de Ponta Porã conseguiu localizar o veículo do comerciante que tinha sido usado na fuga dos criminosos. Ele foi morto durante ataque em frente ao Café de Ponta, tradicional ponto de encontro de comerciantes localizado na área central de Ponta Porã e uma das ruas mais movimentadas da cidade.

O comerciante era uma pessoa bem conhecida nos dois lados da fronteira. De origem árabe, Badih era proprietário da loja “Jasmim Center”, em Pedro Juan Caballero. Ele também integrava a diretoria da Associação Árabe de Ponta Porã, entidade que congrega a colônia na fronteira.

Alerta entre comerciantes

No entendimento do presidente da Câmara de Indústria, Comércio, Turismo e Serviço de Pedro Juan Caballero, Victor Hugo Barreto, a perda de Badih é significativa, uma vez que coloca novamente em cheque a segurança na fronteira e deixa os comerciantes em alerta.

“Estamos em constante contato com as autoridades paraguaias e brasileiras para que a segurança tanto em Pedro Juan Caballero quanto em Ponta Porã seja continuamente reforçada. O nosso setor mobiliza a economia local e precisa de um olhar mais cuidadoso. Temos nossas famílias e precisamos zelar pelas nossas vidas e de nossos familiares”, disse o dirigente.

Jornal Midiamax