Polícia

Preso por matar policial durante assalto, ‘Macaco’ estava em condicional há 46 dias

Carlos Batista Lima, conhecido como ‘Macaco’, acusado da morte do policial civil Joel Benites da Silva de 53 anos, estava em liberdade condicional. Ele cumpria pena por homicídio simples e era acusado do assassinato de uma travesti conhecida como Thaylla, que aconteceu em 2019. Mas, por este crime ainda estava respondendo sem ter a sua […]

Thatiana Melo Publicado em 24/08/2020, às 11h22 - Atualizado às 11h47

Está internado sob escolta policial na Santa Casa (Reprodução)
Está internado sob escolta policial na Santa Casa (Reprodução) - Está internado sob escolta policial na Santa Casa (Reprodução)

Carlos Batista Lima, conhecido como ‘Macaco’, acusado da morte do policial civil Joel Benites da Silva de 53 anos, estava em liberdade condicional. Ele cumpria pena por homicídio simples e era acusado do assassinato de uma travesti conhecida como Thaylla, que aconteceu em 2019. Mas, por este crime ainda estava respondendo sem ter a sua prisão decretada.

Informações são de que Carlos conseguiu o benefício da liberdade condicional no dia 3 de julho, ou seja, 46 dias antes do assassinato de Joel Benites que foi morto a tiros em uma tentativa de assalto. Carlos e seu comparsa, Matheus, queriam roubar o carro da vítima. O policial foi surpreendido quando chegava na casa de sua filha.

No dia do crime, ‘Macaco’ encontrou com Matheus em uma conveniência no Coophavila onde combinaram de cometer assaltos, ou contra pedestres ou contra motoristas para roubar os veículos.

O reencontro

Matheus contou que tinha ido até a casa de um amigo na tarde de quinta (20), onde bebeu e fumou maconha, sendo que deixou o local e foi até uma conveniência, na região do Coophavila para comprar cigarros e acabou encontrando com Carlos, com que havia cumprido pena em 2017 no Ptran (Presídio de Trânsito de Campo Grande).

Lá, Carlos conhecido como ‘macaco’ mostrou a ele uma e o convidou para fazer assaltos a pedestres ou motoristas para roubar carros. Os dois, então, saíram do local e foram procurar vítimas, momento em que se depararam com Joel descendo do carro. Eles anunciaram o assalto, mas o policial acabou revidando e atirando contra os bandidos acertando Carlos.

O assalto que terminou em morte

Como não conseguiram roubar o carro de Joel, os dois fugiram, mas logo em seguida acabaram presos pela polícia. Carlos foi levado para a Santa Casa e está internado sob escolta. Já Matheus confessou ter participado do crime, mas afirmou que quem atirou foi ‘macaco’.  Em um vídeo gravado quando da sua prisão, Matheus coloca a culpa pelos tiros em Carlos. No vídeo ele diz, “o guri que estava armado, senhor” Matheus.

Os dois já têm passagens. Matheus tem passagem por tráfico, associação ao tráfico, receptação culposa e violência doméstica. Já Carlos por roubo qualificado, sequestro, roubo majorado, evasão de local de custódia, furto qualificado e injúria.

Na sexta-feira (21), amigos e familiares de Joel se despediram do policial em seu funeral.  Viaturas do GOI, com sirenes ligadas fizeram uma salva a Joel, que vai ser sepultado no cemitério Memorial Park, em Campo Grande.

Nas redes sociais, amigos prestaram as homenagens ao policial, “um amigo fiel e para toda hora, foram tantas operações, com este chefe de equipe que eram sempre finalizadas na padaria onde ele tinha de encerrar com um sorriso no rosto!”, diz uma publicação feita pela delegada Medina.

Jornal Midiamax