Após denúncia e reclamação de vizinhos, dona de prostíbulo em mansão do Itanhangá é presa

Após reportagem do Jornal Midiamax revelar denúncia de vizinhos sobre o funcionamento de um prostíbulo em bairro nobre de Campo Grande, equipe da Deops (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social) prendeu em flagrante a dona do ‘empreendimento’ na noite desta terça-feira (7). Segundo a Polícia Civil, a dona do local, identificada como ‘Dani Gaúcha’, […]
| 08/08/2018
- 13:46
Após denúncia e reclamação de vizinhos, dona de prostíbulo em mansão do Itanhangá é presa

Após reportagem do Jornal Midiamax revelar denúncia de vizinhos sobre o funcionamento de um prostíbulo em bairro nobre de Campo Grande, equipe da Deops (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social) prendeu em flagrante a dona do ‘empreendimento’ na noite desta terça-feira (7).

Segundo a Polícia Civil, a dona do local, identificada como ‘Dani Gaúcha’, foi presa e as garotas que estavam no local e um cliente foram levados como testemunhas para prestar depoimento.

A denúncia chegou ao MP (Ministério Público) após vizinhos cansarem de terem suas residências confundidas com a ‘casa de massagem’. O caso havia sido denunciado horas antes da prisão, na manhã da terça-feira.

O valores cobrados pelos programa sexuais chegavam a R$ 200 por hora, e o atendimento fora da ‘mansão da Dani’ ainda tinha uma taxa extra de até R$ 100. Fotos das garotas seminuas eram disponibilizadas em sites e para quem se interessava pelo serviço em WhatsApp, e a reportagem do Midiamax chegou a receber um verdadeiro ‘catálogo’ de mulheres para escolher.

Na denúncia enviada ao MP, foram anexadas publicações da suposta responsável pelo local, com detalhes do espaço, que é uma luxuosa casa com piscina, suítes e banheiras de hidromassagem espalhadas em cerca de mil metros quadrados.

Os moradores afirmam à Justiça que algumas garotas que trabalham no local seriam supostamente menores de idade e até estariam usando documentos falsos. “A exploração da , bem como seu favorecimento, são crimes”, diz trecho da denúncia feita ao MPMS.

Denúncia

Cansados do barulho, da movimentação anormal fora de hora e de terem suas residências confundidas por clientes que procuram uma ‘casa de massagem’ durante a madrugada, moradores de uma rua do Itanhangá Park recorreram ao Ministério Público Estadual (MP-MS) para pedir o fechamento do local.

Eles enviaram uma denúncia ao órgão argumentando que consta que o local teria um alvará de funcionamento para atuar como uma “clínica de estética e outros serviços de cuidado com a beleza”. No entanto, diz a denúncia, o local seria voltado para a “exploração da prostituição”.

A reportagem do Jornal Midiamax constatou que a chamada Mansão da Dani Gaúcha anuncia serviços de acompanhante em sites e negocia os serviços por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp.

Na tarde desta terça-feira (7), a responsável pelo local disponibilizou fotos de 30 mulheres diferentes, algumas posando de lingerie ou seminuas, que prestariam serviços sexuais a partir de R$ 200 por hora. Para o atendimento fora da mansão, é cobrada uma taxa extra de R$ 100.

Na denúncia enviada ao MP, foram anexadas publicações da suposta responsável pelo local, com detalhes do espaço, que é uma luxuosa casa com piscina, suítes e banheiras de hidromassagem espalhadas em cerca de mil metros quadrados.

Transtorno

A reportagem do Jornal Midiamax foi até o endereço localizado na área nobre e conversou com uma vizinha que preferiu não se identificar. Segundo ela, um transtorno muito grande acontece desde que o suposto prostíbulo se mudou para o local.

“Descobrimos que ali é uma casa de prostituição depois que viajei e minha filha ficou sozinha em casa. Ela me ligou uma vez desesperada falando que tinham quatro homens em frente da nossa casa de madrugada e interfonaram falando que queriam falar com a Dani”, disse a mulher.

Desde então, diz a mulher, os problemas só amentaram, pois  os clientes do local confundem as residências e insistem em bater no portão de sua casa em plena madrugada.

O barulho é outro incômodo constante. “Às vezes no começo da tarde é uma festa isso aqui. A rua lota de carros, é gente para todo canto. Minha família costuma realizar churrascos ou almoços nos finais de semana aqui em casa e por causa disso temos até medo de deixar o portão aberto e entrar algum desconhecido achando que está entrando ali [casa de massagem]”, relatou a moradora.

Em imagens das câmeras de segurança da casa da moradora, é possível ver pela data e hora, veículos e homens que se aproximam da casa por volta da 1h da madrugada nos finais de semana e interfonam para falar com a responsável pelo prostíbulo.

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