Ação apreendeu mais de R$ 7 milhões em cocaína 

A Operação Bandeirante, realizada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (17), resultou na prisão de 10 pessoas em Mato Groso do Sul e no estado de São Paulo. A ação desarticulou uma quadrilha especializada no tráfico de drogas internacional e apreendeu mais de R$ 7 milhões em cocaína.

Nesta manhã, as equipes saíram as ruas em cinco cidades, Campo Grande, Três Lagoas, , São Paulo capital e Suzano, município do interior paulista, para cumprir 37 mandados: 19 de prisão preventiva, 16 de busca e apreensão e dois mandados de condução coercitiva.

Ao todo, 10 pessoas foram presas; dois suspeitos em Campo Grande, dois em São Paulo, e seis pessoas em Corumbá, um deles capturado no Pantanal no fim desta manhã. Foram seis meses de investigação. Os policiais descobriram uma rede de fornecedores, compradores, motoristas e ‘mulas' do tráfico.

Os alvos da operação são criminosos envolvidos desde as negociações com fornecedores bolivianos de cocaína, logística de pagamentos e a entrada da droga no território brasileiro, até o armazenamento, ocultação em compartimentos de veículos e transporte. Para evitar a fiscalização, a quadrilha utilizava rotas por vias vicinais e também o trânsito em horário noturno.Em operação contra o tráfico, PF prende 10 pessoas em SP e MS

A organização ainda utilizava oficinas mecânicas, lava jatos, estacionamentos e diversas residências no esquema. Durante a ação, três empresas tiveram a atividade suspensa, o Estabelecimento Lusitano, a Oficina Gran Prix e Mero Mecânica, na cidade de Suzano, geralmente usadas na fabricação de compartimentos em veículos para esconder as drogas no transporte para outros estados. 

Três apreensões foram feitas durante as investigações, que totalizaram 354 quilos de cocaína. Os valores das remessas que seriam entregues na região sudeste do país somaram o valor de R$ 7 milhões. O recebimento era feito em moeda estrangeira e nacional, como também em embarcações e veículo.

Foram identificados mais de R$ 921 mil entre automóveis, caminhões e embarcações, e também foram confiscados US$ 25 mil que estavam sendo levados à Bolívia.

Segundo a Polícia Federal, mesmo após as prisões e as apreensões milionárias de drogas durante as investigações, os líderes da organização criminosa seguiam com o esquema, subdividindo tarefas, recrutando outros membros e reunindo recursos para viabilizar novos carregamentos de drogas. Nenhum dos suspeitos tinham emprego ou atividade lícita que justificasse a riqueza ostentavam.