Mãe de um anjinho, jornalista lança livro sobre gestação, luto e uma nova maneira de enxergar a vida

Mãe de um anjinho, a jornalista Marcela Albres, 32 anos, lança em novembro o livro “Até Sempre, Meu Filho”, no qual conta a própria história, desde as dificuldades para engravidar, a descoberta de uma cardiopatia do filho ainda na gestação, a luta no hospital, o luto após a morte de Felipe e uma nova maneira […]
| 23/10/2018
- 16:36
Mãe de um anjinho, jornalista lança livro sobre gestação, luto e uma nova maneira de enxergar a vida

Mãe de um anjinho, a jornalista Marcela Albres, 32 anos, lança em novembro o livro “Até Sempre, Meu Filho”, no qual conta a própria história, desde as dificuldades para engravidar, a descoberta de uma cardiopatia do filho ainda na gestação, a luta no hospital, o luto após a morte de Felipe e uma nova maneira de enxergar a vida.

“O livro é quase que um diário. Comecei escrevendo para desabafar e conseguir lidar com a dor pela morte do Felipe. Alguns textos publiquei nas redes sociais e aí os amigos começaram a me incentivar a escrever um livro. No começo achei que não tinha a menor condição disso acontecer. Pensava que eu não tinha nada a acrescentar para as pessoas e que ninguém iria querer ler uma história sobre a morte de uma criança. Com o tempo percebi que eu estava errada. Muitas pessoas vinham falar comigo dizendo que meus textos as ajudaram a seguir em frente, a superar o luto ou mesmo a dar mais valor à família. Então, criei coragem e transformei esses textos em um livro que fala sim sobre a morte, mas diz muito mais sobre a vida”, diz Marcela.

Mãe de um anjinho, jornalista lança livro sobre gestação, luto e uma nova maneira de enxergar a vida

Felipe nasceu no dia 7 de novembro de 2017 e faleceu 31 dias depois. “Felipe tinha sete tipos de cardiopatia congênita e operou com três dias de vida. A cirurgia demorou cerca de 10 horas. O coração dele não conseguiu funcionar sozinho e ele ficou ligado a duas máquinas para dar suporte à vida (ECMO e PRISMA). Felipe lutou muito e desafiou a morte incontáveis vezes. No dia 8/12/17, ele descansou e foi curado por Deus. A dor dele tinha chegado ao fim e para nós ficou a saudade”, conta Marcela.

Em agosto deste ano, ela criou a página no Facebook – “Até Sempre, Meu FIlho”, que já tem quase quatro mil curtidas. E também uma conta no Instagram. E foi através dos relatos que Marcela começou a colocar nas redes sociais que ela percebeu que poderia chegar ao coração de outras mães.

“Saber que estou levando esperança e conforto para quem passa pela terrível dor de perder um filho é muito gratificante e faz com que a morte do Felipe não tenha sido em vão. A história dele ganha um.novo sentido e significado. Sinto também que toda vez que alguém ler o livro é como se o Felipe ganhasse vida novamente, como se ele continuasse existindo não apenas para mim. Não há nada que agrade mais o coração de uma mãe que perdeu seu filho”, pontua a jornalista.

Lançamento

Mãe de um anjinho, jornalista lança livro sobre gestação, luto e uma nova maneira de enxergar a vida

“Até Sempre, Meu Filho” contém 134 páginas, divididas em 11 capítulos, e será lançado no dia 7 de novembro, exatamente um ano depois do nascimento de Felipe. O evento será realizado na Recanto das Ervas (rua 13 de Junho, 1.592, Centro), das 17h às 20h, em Campo Grande.

Marcela destaca que algumas páginas do livro, ilustradas pela sobrinha dela, Milena Novaes, são coloridas por um motivo bastante especial.

“Felipe trouxe muita cor e alegria para nossas vidas e por isso queria que o livro transmitisse isso. Cada capítulo tem uma ilustração que foi feita pela minha sobrinha”, conta.

 

Vendas

O livro “Até Sempre, Meu Filho” será vendido pessoalmente com a escritora e também em livrarias de Campo Grande, com preço de R$ 30. Na internet, a venda será feita pelo site da editora Life, por R$ 40, com frete incluso.

Toda a renda do livro será revertida para instituições ligadas à infância. Segundo Marcela, nessa primeira edição, o dinheiro vai para a ONG Coração Valente.

“Essa ONG acolhe famílias de crianças cardiopatas enquanto elas fazem tratamento em São Paulo que é referência em cardiopatia congênita. Os pais ficam morando na ONG de graça pelo tempo do tratamento. Algumas crianças chegam a ficar mais de 6 meses no hospital”, explica a jornalista, que foi pessoalmente até a organização para conhecer o trabalho desenvolvido.

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