Guia e monitor ambiental conhecido como “pai” das sucuris de Mato Grosso do Sul, Vilmar Teixeira não só convive como cuida da preservação da espécie na região alagada de Bonito, mais precisamente, das que habitam o Rio Formoso.

Depois que uma moradora de MS afirmou ter sido hipnotizada por uma sucuri nas redondezas da área que ele monitora, o Jornal Midiamax contatou Vilmar para saber se algo do tipo já lhe aconteceu.

Em conversa com o MidiaMAIS, o profissional comenta o caso da mulher que teria sido “encantada” por uma serpente da espécie, a ponto de ficar sonolenta na beira de um rio.

Ele garante que esse tipo de relato não é comum e diz que nunca foi hipnotizado por uma sucuri. “Eu mesmo fico sozinho na mata com elas. Fico sozinho, só admirando. Não creio nisso de hipnotismo”, pontua o guia turístico.

“São mitos, já ouvi muita história. Geralmente, a sucuri fica como uma estátua móvel. Tem pessoas que se assustam em ver ela sempre parada. É o instinto animal, na maioria das vezes, ficar parada para não gastar energia”, observa Vilmar.

Mulher diz ter sido hipnotizada por sucuri

Conforme o relato de uma sul-mato-grossense, a cobra que a teria hipnotizado seria uma sucuri-verde, de aproximadamente 5 metros de comprimento. “Ela era enorme, apareceu assim embaixo e foi subindo até a margem. Ela colocou a cabeça pra fora, fiquei olhando sem reagir e comecei a ficar sonolenta. Só que eu percebi e saímos correndo de lá antes que o pior acontecesse. O lugar onde estávamos tem muitas sucuris”, recorda.

Biólogo e fotógrafo especialista em sucuris-verdes, que conviveu por 14 anos com a espécie em Bonito (MS), Daniel De Granville também se manifestou a respeito do relato. Ao Jornal Midiamax, ele afirma: “Nunca ouvi dizer que ocorra algo parecido”.

“Até onde sei, ao menos do ponto de vista científico, as sucuris não têm qualquer poder neste sentido. Se formos entrar no campo místico, das crenças pessoais, talvez algumas pessoas possam de fato se sentir ‘encantadas’ pelo olhar de determinado animal”, comenta Daniel.

O biólogo ainda detalha o que poderia ter acontecido no caso da sul-mato-grossense. “Talvez, por medo ou por fascínio, pode haver algum efeito mental na pessoa que cause sensações físicas como estas que a pessoa relatou. Afinal, o contato com animais nos traz os mais diversos tipos de emoções – às vezes positivas, às vezes negativas”, pontua o profissional.

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