Nem calor e 'cantadas' desanimam irmãs que vendem paçoca em Campo Grande e sonham em ser empresárias

Vestidas de 'mímicas' circenses, elas juntam dinheiro para empreender.
| 24/07/2022
- 08:30
Nem calor e 'cantadas' desanimam irmãs que vendem paçoca em Campo Grande e sonham em ser empresárias
Dulci quer empreender com marketing digital. (Foto: Stephanie Dias)

As irmãs Dulci e Deisy Paina, de 32 e 38 anos, respectivamente, decidiram mudar de vida. Elas têm o sonho de empreender, mas sem dinheiro para iniciar o negócio recorreram à venda de paçoquinhas no semáforo da avenida Mato Grosso com a Calógeras, no centro de Campo Grande.

Nem o calor de 30°C, a umidade do ar em 30% e as “cantadas” desanimam as irmãs que investem no look e na maquiagem para chamar a atenção de quem passa pelo local. “Nos inspiramos na aparência de um mímico no estilo circense para parecermos iguais e tentar vender mais”, conta Deisy.

WhatsApp Image 2022 07 22 at 17.00.16 1 - Nem calor e 'cantadas' desanimam irmãs que vendem paçoca em Campo Grande e sonham em ser empresárias
Irmãs se vestem igual para chamar a atenção. (Foto: Arquivo Pessoal)

As irmãs são campo-grandenses, mas saíram do Estado quando pequenas e voltaram já adultas. Deisy está aqui desde 2012, atualmente mora com a filha de quatro anos e está desempregada. Ela quer arrecadar dinheiro para montar uma marcenaria hobby e assim conseguir produzir peças de artesanato para vender.

Já a irmã, Dulci mudou para Campo Grande no ano passado com uma promessa de emprego. A proposta não deu certo e ela mora com a filha na de uma amiga. “Sou formada em marketing digital, mas preciso de dinheiro para arrumar meu computador e começar a trabalhar com tráfego de vendas. Decidimos por vender no semáforo e estamos motivadas apesar do calor e do cansaço”, conta.

Dulci tem uma filha que está grávida de oito meses, precisa se mudar da casa onde mora atualmente e conseguir dinheiro para ajudar a sustentar o neto que vai nascer no próximo mês. “Venho de uma realidade muito triste e não é fácil estar aqui, tem que ter muita energia. Mas estou motivada a mudar de vida e ter condições de ajudar a minha filha”, afirma.

Veja também

Guilherme tem Distrofia muscular de Duchenne. Ele e a mãe, Meire, inspiram outras famílias da Capital

Últimas notícias