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Mesmo com risco de incêndio, Sectur mantém Arquivo Histórico em prédio inadequado

A Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo) ainda não providenciou a remoção do Arca (Arquivo Histórico de Campo Grande) de um prédio alugado no Centro, que oferece riscos iminentes ao acervo, dentre eles, de incêndio. O prédio em questão, localizado na Rua Pedro Celestino, sofre com falta de manutenção, sobretudo na parte elétrica, e […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 20/05/2019, às 08h35

Arca funciona em prédio alugado, que fica nos fundos de imóvel na Pedro Celestino (Foto: Reprodução | Google Street View)
Arca funciona em prédio alugado, que fica nos fundos de imóvel na Pedro Celestino (Foto: Reprodução | Google Street View) - Arca funciona em prédio alugado, que fica nos fundos de imóvel na Pedro Celestino (Foto: Reprodução | Google Street View)

A Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo) ainda não providenciou a remoção do Arca (Arquivo Histórico de Campo Grande) de um prédio alugado no Centro, que oferece riscos iminentes ao acervo, dentre eles, de incêndio.

O prédio em questão, localizado na Rua Pedro Celestino, sofre com falta de manutenção, sobretudo na parte elétrica, e expõe a risco de incêndio parte significativa do acervo histórico da Capital, como livros e imagens raras, cartas cartográficas e outros documentos históricos relevantes.

O armazenamento do acervo já foi tema de reportagem do Jornal Midiamax em setembro de 2018, na qual a própria gerente de Patrimônio da Sectur, Lenilde Ramos, admitiu a necessidade de mudar o acervo de lugar. Segundo ela, a parte elétrica seria apenas um dos fatores de inadequação, já que o prédio atual também impediria, por exemplo, a expansão do acervo.

Mesmo com risco de incêndio, Sectur mantém Arquivo Histórico em prédio inadequado
Original do primeiro mapa cartográfico de Campo Grande é uma das relíquias que correm risco de sumir no atual prédio do Arca (Foto: Acervo Arca | Reprodução)

“Quando assumimos [a Sectur], encontramos o Arca num estado de abandono total. Estamos cientes dos riscos e já obtivemos aval para alugar um prédio que pudesse comportar esses materiais temporariamente”, destacou Lenilde há nove meses. Segundo ela, a transferência de local ocorreria até dezembro do ano passado.

Porém, até o momento, a mudança ainda não foi providenciada e aparentemente esbarra em burocracia: procurada pela reportagem, a Sectur destacou que entre os fatores impeditivos da mudança está o contrato de aluguel da atual sede, que ainda está em vigência.

A reportagem pediu complementação da resposta, dado a urgência na mudança para salvaguardar o acervo e o aval concedido pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) para a mudança, mas foi informada, por nota, que o processo pode demorar, ainda, mais sete meses.

“A equipe de Patrimônio da Secretaria vem promovendo um estudo dos prédios que poderiam receber o Arquivo, já que exige necessidades específicas de acondicionamento de documentos e não seria ideal uma mudança provisória, mas sim que possa perdurar. São mais de 750 peças e arquivos e o local precisa atender as especificações”, aponta trecho da nota.

Vale lembrar, porém, que a mudança seria necessariamente provisória, já que solução definitiva para o acervo está na revitalização da Rotunda Ferroviária – segundo a Prefeitura, o prédio será transformado em equipamento cultural, no qual está prevista a instalação do Arca.

A execução do projeto, no entanto, deve demorar a sair. O projeto elaborado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em MS, a ser executado pela Sectur, ainda não foi formalmente apresentado ao executivo municipal, o que não deverá ocorrer antes do próximo mês.

A partir de então é que terá início a saga em busca de recursos para execução do projeto, seguido por lançamento de licitação, execução da obra e, finalmente, a inauguração do local, em algum mês de agosto dos próximos anos. Tomara que até lá o acervo ainda permaneça intacto.

Jornal Midiamax