Tumba maia de 1.700 anos é encontrada na Guatemala
Uma tumba de 1.700 anos de idade construída na época da antiga civilização maia foi descoberta no oeste da Guatemala. Arqueólogos localizaram a tumba na Província de Retalhuleu, em um templo, e acreditam que o túmulo pode ser de um antigo governante maia ou líder religioso que viveu há cerca de 2.000 anos. O arqueólogo […]
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Uma tumba de 1.700 anos de idade construída na época da antiga civilização maia foi descoberta no oeste da Guatemala.
Arqueólogos localizaram a tumba na Província de Retalhuleu, em um templo, e acreditam que o túmulo pode ser de um antigo governante maia ou líder religioso que viveu há cerca de 2.000 anos.
O arqueólogo do governo Miguel Orrego afirmou que a datação por carbono determinou que a tumba foi construída entre os anos 700 e 400 antes de Cristo, séculos antes do período conhecido como o auge da civilização maia e já é considerada uma das mais antigas descobertas no local.
Os cientistas não encontraram ossos na tumba do templo de Tak’alik Ab’aj, a cerca de 180 quilômetros ao sul da capital, Cidade da Guatemala. Provavelmente os ossos sepultados já se desintegraram.
Ao invés de ossos eles encontraram joias feitas em jade, incluindo um colar com uma figura parecida com um homem, mas com uma cabeça de ave, parecida com a de um abutre.
Esta figura com uma cabeça de ave parece identificar o ocupante da tumba como um ajaw, ou governante, pois o símbolo representava poder e riqueza entre os maias, destinado apenas a homens idosos e respeitados.
‘Grande chefe’
Os arqueólogos batizaram o ocupante da tumba de K’utz Chman, que, na linguagem dos maias significa “Avô Abutre”.
“Ele era um grande chefe. Ele aproximou as culturas olmeca e maia na América Central”, afirmou Miguel Orrego.
O império olmeca começou a entrar em decadência por volta do ano 400 antes de Cristo. Já a civilização maia começava a crescer e se desenvolver nesta época, afirmou a arqueóloga Christa Schieber, que está trabalhando na tumba.
Os maias governaram grande parte da América Central entre os anos de 250 e 800 depois de Cristo, com um império que se estendia desde Honduras até a região central do México.
Segundo historiadores ouvidos pela agência de notícias Reuters, o líder sepultado na tumba pode ter sido o primeiro a introduzir elementos que, mais tarde, se transformaram em características marcantes da cultura maia, como a construção de pirâmides e as esculturas que representam as famílias reais.
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