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Dentistas marcam para o dia 25 paralisação nacional de atendimento para quem tem plano odontológico

No Dia do Dentista, comemorado na quinta-feira (25) da próxima semana, o atendimento médico a quem tem plano odontológico não será feito em todo o país, disse hoje (17) o presidente do Sindicato dos Odontologistas de Minas Gerais (Somge), Luciano Eloi Santos. A terceira paralisação nacional de enfrentamento aos convênios, que tem o apoio da […]

Arquivo Publicado em 17/10/2012, às 22h55

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No Dia do Dentista, comemorado na quinta-feira (25) da próxima semana, o atendimento médico a quem tem plano odontológico não será feito em todo o país, disse hoje (17) o presidente do Sindicato dos Odontologistas de Minas Gerais (Somge), Luciano Eloi Santos.

A terceira paralisação nacional de enfrentamento aos convênios, que tem o apoio da Associação Brasileira de Odontologia, de acordo com Santos, é um protesto contra a “exploração abusiva dos planos odontológicos”.

O anúncio foi feito em audiência pública aberta na Câmara dos Deputados para discutir os principais problemas entre os dentistas e operadores de planos de saúde, principalmente sobre a tabela de honorários e as exigência de exames radiográficos para pacientes.

“Expor o paciente e o profissional [aos exames radiográficos] é um absurdo. O paciente vai fazer uma restauração e o plano exige que faça um raio X antes e um depois para confirmar o procedimento”, disse.

O valor pago por procedimento foi outra queixa da categoria. José Carrijo Bron, representante da Federação Interestadual dos Odontologistas, disse que planos odontológicos estão sendo oferecidos até como brindes. “O que se recebe não remunera nem o custo operacional”, declarou Bron, acrescentando que há planos que pagam R$ 12, R$ 10, e até menos por alguns procedimentos, e que ainda postergam artificialmente o pagamento.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reconhece que há “um desequilíbrio grande” na relação entre os dentistas e os planos. Bruno Sobral de Carvalho, diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, sugere que o problema seja sanado com contratos “claros e objetivos” que estabeleçam cláusulas de reajuste baseadas em índices de conhecimento público. “A grande maioria dos contratos não é clara e nem objetiva [quanto às cláusulas de reajuste], preveem apenas a negociação das partes”, declarou.

Carvalho anunciou que no fim deste ano, a ANS vai publicar uma cartilha com os direitos e deveres dos prestadores de serviços de planos de saúde odontológicos. O diretor disse ainda que a agência vai estudar novas formas de sanção “mais efetivas do que multas” e novas regras de credenciamento e descredenciamento, para que este processo seja mais claro para os beneficiários.

Jornal Midiamax