Após acamparem em frente ao prédio do Incra (Instituto Nacional Colonização e Reforma Agrária) os trabalhadores rurais sem-terra cumpriram a promessa e invadiram a sede na manhã desta quarta-feira (24) em Dourados.

Os funcionários foram retirados dos escritórios e impedidos de entrarem no recinto até o fim da manifestação. No lugar das mesas e dos armários agora estão colchões e os pertences dos manifestantes.

Desde o primeiro dia cerca de 250 pessoas montaram barracos de lona e espalharam faixas cobrando a definição do nome do novo superintendente do Incra para Mato Grosso do Sul e a revogação da liminar do Supremo Tribunal Federal que paralisou todos os processos de demarcações de terras.

Os manifestantes disseram que não deixarão o local enquanto os pedidos não forem atendidos. Até o momento eles não tiveram nenhuma resposta e o Incra não tentou nenhuma negociação.

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra) quer a saída do superintendente interino Manuel Furtado Neves, que assumiu o cargo após a exoneração, em agosto do ano passado, de Waldir Cipriano Rabelo, preso na operação Tellus, realizada pela PF (Polícia Federal), acusado de intermediar, junto com alguns líderes de acampamentos rurais, a comercialização de áreas.