Para competir em novo campeonato de Jiu-Jitsu, crianças e jovens vendem doces em semáforo da Afonso Pena

Projeto social tem feito campanha para comprar kimonos e pagar custos do campeonato
| 28/02/2022
- 15:00
Correndo contra o tempo
Correndo contra o tempo, turma quer arrecadar verba até maio. - (Foto: Divulgação/Leitor Midiamax)

Neste ano, os lutadores da Brunão pretendem competir no de Jiu-Jitsu, em São Paulo. Para arcar com os custos e até para compra urgente de kimonos, crianças e jovens do projeto vendem doces nos semáforos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

Vestidos com os kimonos e segurando um cartaz com os dizeres “ajude um atleta”, os pequenos buscam apoio para o grande sonho de seguir vencedores em mais uma competição grande. Recentemente, a equipe, composta com cerca de 54 alunos, venceu o Campeonato Summer Open.

Uma das professoras, a sensei e mestre Ledir Maciel, conta que no ano passado participaram do Mundial, dos 20 minilutadores, trouxe para Capital 11 medalhas de ouro. O projeto social existe desde 2012, na Associação de Moradores do bairro Coophavila, trabalhando na formação de atletas.

“Tenho 20 crianças precisando urgente de kimonos, são de famílias humildes que não têm condições de comprar. No Mundial do ano passado trouxemos medalhas, graças à população de Campo Grande, que temos muita gratidão por cada um que ajudou. Agora, tenho 20 crianças precisando urgente de kimonos, na luta para também pagar a inscrição, hospedagem, alimentação e ônibus”, disse.

Só na competição anterior, a média de gastos era de R$ 250 por cada criança, na próxima edição, apenas a taxa de inscrição está R$ 130. "A inscrição aumenta, porque é por lote. No ano passado ainda conseguimos ajuda da Prefeitura Municipal, mas esse ano ainda não, então estamos lutando. Já conseguimos ajuntar R$ 1,3 mil, ainda falta muito". 

Uma das alunas, Joicy Xavier, de 19 anos, sonha em conquistar mais uma medalha e mostrar o potencial da academia. “Temos muitos atletas competidores que não possuem condições de ter um kimono, então, nós pegamos emprestado ou passamos os antigos para os colegas que vão chegando. O que pode acabar prejudicando os atletas, já que algumas vezes os kimonos não passam no teste de qualidade para uma competição”, desabafa.

 
 
 
 
 
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Quem quiser ajudar, pode entrar em contato pelo telefone (67) 99273-7233.

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