Grupo alega que o esporte é “anti-islâmico”

O grupo terrorista autointitulado voltou a chamar a atenção da mídia mundial por um crime praticado na Síria: membros da organização jihadista mataram quatro jogadores de futebol do clube Al-Shabab FC, uma das mais tradicionais equipes locais.

De acordo com o jornal britânico The Sun, eles decapitaram os atletas Osama Abu Kuwait, Ihsan Al Shuwaikh, Nehad Al Hussen e Ahmed Ahawakh, na cidade de Raqqa. Em seguida, teriam obrigado crianças a retirarem os corpos mutilados e limpar o local. Eles alegaram que os futebolistas seriam espiões.

O periódico inglês destaca que a organização terrorista considera o futebol e outros esportes como atividades “anti-islâmicas” e lembra que, no ano passado, outros militantes do grupo executaram 13 adolescentes por estes estarem jogando ‘pelada' na rua.

Outro jornal inglês, o Daily Mail, havia afirmado em reportagem que os garotos foram mortos por tiros de metralhadora, depois de serem vistos praticando o esporte. O grupo não permite que o futebol seja jogado em regiões controladas por ele.

O Al-Shabab estava com atividades paralisadas, desde que o Estado Islâmico tomou o poder na região onde fica a sede do clube e proibiu o futebol de ser praticado. O esporte é altamente popular no mundo árabe e não há registros de sua proibição em países árabes anteriormente.