No ano passado, 53.312 veículos zero km foram emplacados em Mato Grosso do Sul. O total, apesar de ser 2,1% maior que o resultado de 2021, representa apenas 27% dos mais de 197 mil veículos usados comercializados no Estado em 2022.

Com carro zero km custando mais de R$ 60 mil, os seminovos são cada vez mais procurados. Os autos emplacados em 2022 no Estado somaram 17.905, resultado 9% menor que os 19.813 emplacados em 2021.

O setor com o aumento nas vendas mais expressivo entre 2021 e 2022 foi o de motos. O aumento na comercialização cresceu 17,8%, chegando a 19.947 motos emplacadas no Estado em 2022.

Dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) mostram ainda que entre os autos, a Fiat foi campeã de vendas no Estado em 2022, com 19%. Seguido da GM, com 17%, e da Toyota, com 16,6%.

Entre as motos, a Honda praticamente domina o mercado, sendo responsável por 74% dos emplacamentos em Mato Grosso do Sul no ano passado. A Yamaha somou 20% das vendas de zero km

A venda das motos novas em Campo Grande representa 47% do volume vendido em todo o Estado em 2022. Já os autos zero km de Campo Grande são 53% do total de MS e em números absolutos significa que 9.617 dos emplacamentos de autos foram na Capital.

Modelos velhinhos foram mais vendidos em 2022

Segundo a Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), os veículos considerados velhinhos foram os mais comercializados em 2022. No ano passado, o percentual comercializado dos carros com 13 anos ou mais, passou de 31%.

Além de ser o maior percentual entre os tipos comercializados no Estado em 2022, o resultado é maior que o acumulado de 2021. No ano passado, foram vendidos 62 mil carros velhinhos em MS, mais que o dobro dos 30 mil seminovos (zero a três anos).

“É natural que o consumidor se adapte às condições que vivencia. Em 2022 o consumidor procurou alternativas factíveis para poder comprar um veículo que atendesse sua necessidade e estivesse dentro do seu orçamento. Com os preços mais elevados dos zeros e dos modelos seminovos, a opção natural foi a de procurar veículos com mais idade e com faixa de preços adequada ao orçamento”, explica o presidente da Fenauto, Enilson Sales.