Pesquisa: ‘leite fórmula’ tem diferença de 93,22% em farmácias de Campo Grande

Procon-MS apontou diferença em unidades da região central e sul da Capital
| 11/07/2022
- 12:57
Fachada do Procon em Campo Grande
Fachada do Procon em Campo Grande - (Foto: Edemir Rodrigues)

O Procon-MS (Superintendência Estadual para Orientação e Defesa do Consumidor) divulgou, nesta segunda-feira (11), uma pesquisa no valor do ‘leite fórmula’, alimento destinado para alimentação de bebês e recém-nascidos. Foram visitados 12 estabelecimentos, entre farmácias e drogarias, onde a diferença no do produto alcançou 93,22%.

Ao todo, foram pesquisados 89 tipos do produto, entretanto, foram divulgados os preços de 59, já que 30 não foram encontrados em três dos locais visitados pela equipe técnica, entre 4 a 7 de julho. Os pesquisadores encontraram diferença de até 93,22% no caso do Aptamil Proexpert soja 2 com 800 gramas.

O produto é comercializado na Drogasil, localizado na Avenida Afonso Pena 2.940 por R$ 82,99, enquanto na Preço Popular, no Shopping Estação, por R$ 42,95. Já a menor variação, de 2,80%, foi encontrada no leite Aptamil Pepti 400g, na farmácia Pague Menos, Avenida Bandeirantes 1. 287, bairro Guanandi, por R$ 109,99 e na Preço Popular o valor para venda é R$ 106,99.

Clique aqui e confira os valores.

Preço do leite comum dispara

A inflação oficial do Brasil, que é a do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 0,67%, mas em Campo Grande foi menor, chegando a 0,64%. Na primeira quinzena de junho, a velocidade de aumento de preços já estava menor na Capital, e se intensificou na segunda quinzena, abaixo da média nacional. Ainda assim, os altos valores pesam nos alimentos, como o leite comum.

De acordo com o IBGE, que faz o cálculo do IPCA, todos os nove grupos de produtos e pesquisados tiveram variação positiva em junho. A maior delas veio do grupo vestuário, com alta de 1,67% e 0,07 ponto percentual de contribuição. Já o maior impacto – de 0,17 ponto percentual - veio do grupo alimentação e bebidas, com 0,8%.

Na sequência, vieram saúde e cuidados pessoais, com 1,24% e transportes com 0,57%, registrando impactos de 0,15 e 0,13 pontos percentuais, respectivamente. O grupo habitação, que havia registrado queda de 1,7% em maio, passou para alta de 0,41% em junho, com impacto de 0,06 ponto percentual Os demais grupos ficaram entre 0,09% - no caso, o grupo da educação - e o 0,55%, nos artigos de residência.

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Os recursos são relativos ao saldo positivo da conta de comercialização de Itaipu.

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