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Cotidiano

‘Coquetel’ contra gripe varia de R$ 3 a R$ 360 nas farmácias de Campo Grande

Embora não exista uma fórmula milagrosa, os chamados “coquetéis” contra a gripe estão entre os mais vendidos nas farmácias
Lethycia Anjos -
Altas no grupo Saúde e cuidados pessoais elevaram inflação em Campo Grande (Foto: Ilustrativa, Arquivo Midiamax)

Em meio a um novo surto de doenças respiratórias e à superlotação das unidades de saúde de , a procura por medicamentos para o tratamento de gripes e resfriados tem crescido exponencialmente. Os preços, no entanto, variam bastante: vão de R$ 3,00 a R$ 360,00, dependendo do composto.

Até 24 de abril, já havia registrado 1.940 casos e 136 óbitos por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Desse total, 310 casos estão associados à influenza. Em todo o Estado, já são 27 mortes provocadas pela : 23 por influenza A subtipos H1N1, duas por H3N2, uma por influenza A não subtipada e uma por influenza B.

Embora não exista uma fórmula ou medicamento milagroso — e a indicação dependa sempre de avaliação médica —, os chamados “coquetéis” contra a gripe estão entre os mais vendidos nas farmácias, principalmente nesta época do ano, quando há queda nas temperaturas.

No ano passado, o mercado de medicamentos antigripais no registrou um crescimento de 18% nas vendas a partir de abril, de acordo com dados da Interplayers. Além disso, a Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia) estima que cerca de 30% da população brasileira convive com os sintomas provocados por rinite alérgica em algum grau de intensidade, o que aumenta a procura por remédios do tipo.

Medicamentos disponíveis no SUS

O principal medicamento utilizado no tratamento de gripes e resfriados é o Oseltamivir, comercializado sob o nome Tamiflu. Trata-se de um antiviral indicado para a prevenção e combate da gripe causada pelos vírus Influenza A e B.

Nas farmácias, os preços variam entre R$ 65,00 (versão genérica, 30 mg com 10 cápsulas) e R$ 360,00 (75 mg com 10 cápsulas). Apesar do custo elevado, o medicamento está disponível gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). 

O Ministério da Saúde fornece os seguintes medicamentos antivirais para o tratamento da gripe:

  • Oseltamivir (fosfato) cápsula 30 mg
  • Oseltamivir (fosfato) cápsula 45 mg
  • Oseltamivir (fosfato) cápsula 75 mg
  • Zanamivir, pó para inalação oral 5 mg

Em Campo Grande, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informa que o Oseltamivir é utilizado especialmente nos casos de influenza e pneumonias, e que o município mantém estoque para dispensação gratuita, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Antigripais populares

Mais acessíveis, os antigripais apresentam substâncias que, combinadas, atuam no alívio dos sintomas da gripe. Analgésicos, anti-inflamatórios, descongestionantes nasais, anti-histamínicos e antitussígenos são exemplos comuns.

Alguns antigripais, especialmente os que contêm anti-histamínicos como o maleato de clorfeniramina, podem causar sonolência como efeito colateral, encontrados por preços a partir de R$ 3,39 (embalagem com seis comprimidos).

Uma das opções populares reúne três ativos principais:

  • Dipirona monoidratada (500 mg): combate a dor e a febre;
  • Maleato de clorfeniramina (2 mg): ação antialérgica;
  • Cafeína (30 mg): efeito estimulante.

Essa combinação pode ser encontrada a partir de R$ 10,00. Já os antigripais que não provocam sonolência geralmente não contêm anti-histamínicos, como clorfeniramina ou carbinoxamina. Nesses casos, os preços variam entre R$ 11,00 (quatro comprimidos) e R$ 30,00 (12 cápsulas), com administração de dois comprimidos por dose.

Riscos da automedicação

automedicação
Foto ilustrativa (Leonardo de , arquivo Midiamax)

É comum que a maioria dos lares brasileiros tenha uma “caixinha de remédios” — com medicamentos prescritos tempos atrás ou recomendados por conhecidos. Aliado ao hábito de se autodiagnosticar pela internet, esse comportamento preocupa os especialistas.

O primeiro risco da automedicação é a intoxicação, alerta o médico Dr. Marcelo. Isso pode ocorrer por uso inadequado da dose ou intolerância à substância.

“Isso pode acontecer com medicamentos comuns, como o paracetamol. Se usado em excesso, pode causar lesão hepática grave. Já os anti-inflamatórios, quando tomados por longos períodos e sem orientação, podem causar lesões renais”, explica o médico.

Outra complicação possível é a crise alérgica, que em casos mais graves pode evoluir para anafilaxia. Além disso, muitos pacientes misturam diferentes medicamentos por conta própria, o que pode gerar interações perigosas e colocar a vida em risco.

Além disso, a Sesau reforça que não há “coquetel” ou medicamentos padronizados para o tratamento de vírus respiratórios. Por isso, é fundamental procurar um profissional de saúde e evitar a automedicação.

“A conduta adotada no tratamento cabe ao médico que atende o paciente. Sendo assim, não existe um ‘coquetel’ padrão para tratar doenças respiratórias virais”, informou a secretaria, em nota.

Onde procurar atendimento?

UPA Coronel Antonino (Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)

A Sesau também destaca a importância de procurar atendimento conforme a gravidade dos sintomas, para evitar a sobrecarga das unidades de urgência e emergência. Nos últimos dias, houve um aumento significativo no volume de atendimentos, o que levou a prefeitura de Campo Grande a decretar emergência em saúde.

  • Casos mais graves (classificação amarela), com necessidade de atendimento urgente, devem procurar às unidades 24 horas, como os CRS (Centros Regionais de Saúde) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
  • Casos leves (classificações azul e verde), como sintomas gripais brandos ou pequenas queixas, podem buscar atendimento nas Unidades de Saúde da Família (USFs), por demanda espontânea.

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