O IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) rejeitou proposta do Governo Federal e mantém greve no Estado. Nesta quinta-feira (25) foi realizada assembleia local do Sinasefe (Sindicato Nacional do Servidores da Rede Federal) com os servidores do Estado para votar a aceitação ou não da proposta. Ao todo, foram 299 votos contra e 20 a favor da proposta, com 15 abstenções.

A assembleia foi realizada de forma híbrida, com participações presencial e online de 15 campi e da reitoria do instituto. Em todas as unidades a maioria dos votos foi contra a proposta. 

De acordo com Vitor Sanches, que faz parte do comando de greve, o resultado será enviado ao Sinasefe Federal, que apresentará o resultado ao governo. O comando de greve deve apresentar uma contraproposta. 

Diante disso, os representantes decidiram pela manutenção da paralisação. “Tem professores que estão aderindo ao movimento agora. E aí pressionar para uma nova mesa de negociação para que o governo apresente uma nova proposta. Assim a gente vai fazendo o movimento crescer até conseguir um meio termo entre o que a gente está pleiteando e o que o governo pode nos apresentar”, definiu Sanches.

Reivindicações

A categoria pede a reestruturação de carreiras tanto dos técnicos administrativos quanto dos docentes, além de um reajuste imediato e não o proposto, com 4,5% para 2025 e 4,5% para 2026. Os alunos seguem sem aula desde o dia 9 de abril, quando os servidores aderiram à paralisação nacional, no dia 3 deste mês. 

“No caso dos técnicos, para você ter uma ideia, estão os piores salários do serviço público federal. A gente tem técnico que ganha menos de dois salários mínimos quando entra na carreira. A gente vem de um histórico de congelamento salarial desde quando o (ex-presidente Michel) Temer assumiu”, disse.

“Então, quando o governo Lula começa, ele dá 9% de aumento linear para todo mundo. Só que a proposta dele é um congelamento este ano de novo. A gente tem estimativas de perda de compras de 30%, 40%. Imagina o preço que as coisas eram em 2016, os preços são atualmente e a gente tem praticamente o mesmo salário daquela época”, completou Sanches.