Os membros de um grupo de trilheiros de , a 253 km de , se uniram em solidariedade à filha de um colega que enfrenta um câncer raro e decidiram raspar a cabeça em apoio à Emilyn Roberta Bressan, de 11 anos. 

De acordo com o membro do grupo Trilheiros da Tribo do Veio Zé, Claudeir Rodrigues, de 39 anos, a ação de raspar a cabeça foi uma decisão espontânea para apoiar a adolescente.

De acordo com o pai de Emilyn, Gilmar Bressan, que trabalha como mototaxista, a menina estava com dificuldades para dizer adeus ao cabelo, que já caía aos poucos devido ao tratamento da quimioterapia. 

(Arquivo Pessoal)

“O cabelo dela estava bem ralo. Duas semanas atrás fui em Barretos e cheguei a comprar a maquininha. Ela começou a chorar ao ver a maquininha e não quis raspar e aí deixei quieto. Aí um dia ela acordou e disse que ia raspar o cabelo, na quarta da semana passada. Eu mandei no grupo o vídeo [da Emilyn raspando o cabelo] e aí o pessoal decidiu raspar”, relembra o pai. 

Um membro do grupo de trilheiros cedeu o espaço da oficina e 17 pessoas entraram na ação, realizada na noite da última sexta-feira (1º). 

“Foi tudo espontâneo. Ela estava meio segurando para não raspar o resto da cabeça e aí demos uma forcinha e todos rasparam a cabeça”, contou Claudeir. 

Ele afirmou que o grupo que faz trilhas com moto é muito unido e que a família da jovem é querida por todos. Assim, um a um sentaram na cadeira e com a ajuda de uma máquina de barbeiro e de um colega rasparam a cabeça em apoio a Emilyn. 

“A gente ficou muito feliz, a minha filha também. A gente faz trilha com eles nos finais de semana e não esperávamos, ela gostou demais”, relembra Gilmar Bressan. 

Descoberta do câncer

Ele conta que descobriram o câncer quando ela ainda tinha 10 anos, entre idas e vindas ao por dois meses devido a uma queixa de dores no ombro esquerdo. Sempre era mandada para casa, sob alegação que poderia ter dormido por cima do braço.

Contudo, após um dia de brincadeiras em um rancho, a menina se queixou de muita dor. Foi quando encontraram um médico novo na unidade de saúde que prometeu descobrir o que ela tinha. 

Um raio-x apontou a existência de um caroço no ombro e algumas manchinhas no pulmão. A suspeita de câncer levou a menina a ser transferida para Campo Grande para melhor investigação. 

A biópsia confirmou o câncer e a rotina da família mudou a partir daí. “Foram testando os tratamentos e não estava dando certo. Entramos em desespero e aí começamos a tentar vaga em Barretos [SP] e aí em Barretos eles são meio curiosos e deram uma vaga para ela”, ele recorda.  

Gilmar relembra que ouviu da médica em Barretos que o câncer de Emilyn é raro. O único caso semelhante seria registrado nos até o momento. No diagnóstico foi apontado sarcoma com rearranjo de CIC.

Laudo que aponta câncer de Emilyn. (Arquivo Pessoal)

Emilyn e a mãe, Edna Mendes Silva, se mudaram há cerca de seis meses para o Hospital de Amor Infantojuvenil em Barretos, a 425 km de São Paulo, referência no tratamento de câncer.

A jovem tem respondido bem ao tratamento no estado paulista e, em cinco meses, o caroço reduziu em 65% e as manchas no pulmão desapareceram quase totalmente. Ela ainda sente dores e precisa receber morfina diariamente, mas a esperança da família é que ela possa realizar uma cirurgia em breve para a retirada do caroço.

Como ajudar a família?

A jovem e a mãe ficam na casa de apoio em Barretos, mas têm gastos com deslocamento e alguns itens que precisam comprar mensalmente. 

Além disso, Gilmar não consegue ir para Barretos com a frequência que gostaria, pois o custo de viagem é alto. A mãe de Emily precisou sair do serviço para acompanhar o tratamento, o que também apertou o orçamento.

Assim, quem quiser ajudar a custear as despesas do tratamento da menina, o pix do pai Gilmar Bressan, é o telefone (67) 9 9645-7068 – Banco do Brasil.