Parte das famílias atingidas pelo incêndio na do Mandela na manhã desta quinta-feira (16) aceitou ir para os abrigos montados pela Prefeitura de Campo Grande após a tragédia. O fogo consumiu 150 dos 250 barracos da favela.

De acordo com a prefeita Adriane Lopes (PP), 46 famílias da Favela do Mandela vão se dividir entre o (Centro de Referência da Assistência Social) do Jardim Vida Nova e a Escola Municipal Kamé Adania, no Conjunto Habitacional Nascente do Segredo.

Nesses locais, eles terão estadia e a comida já está garantida para cerca de 10 dias. Para aquelas famílias que não quiseram sair da comunidade, uma parceira do Exército e da Prefeitura vai levar 50 barracas, além de banheiros químicos e alimentação para os moradores.

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Banheiros químicos para atender aqueles que ainda permanecem na favela (Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)

Orientação

Entretanto, a Defesa Civil e a GCM (Guarda Civil Metropolitana) continuam na favela para fornecer orientação para aqueles que ficaram. Caso alguma família mude de ideia, os servidores darão suporte que ela seja encaminhada para os abrigos.

Ainda conforme Adriane, 100 famílias atingidas pela tragédia já estavam na fila para receber uma moradia popular. Com os demais moradores, a prefeitura ainda vai estudar como será feito o cadastro no programa habitacional.

O informou que a área está segura para os moradores retornarem, mas que fica isolada até a conclusão dos trabalhos de rescaldo da corporação.

A SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) informou que somente nesta quinta-feira serão distribuídos em torno de 500 marmitex, 240 colchões, 400 cobertores e 50 cestas básicas. A pasta informa ainda que até às 17h havia 147 pessoas, em um total de 46 famílias que aceitaram o acolhimento.

Ônibus irá levar famílias aos abrigos (Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)

‘Não tem mais nada’

A doméstica Kellen Damiana Alves, de 31, mora há dois anos na comunidade e também perdeu tudo na tragédia. “Triste, não tem nem o que sentir aqui, não tem mais nada. Vemos as crianças tristes correndo por ver as coisas deles queimando”, descreve à reportagem.

Kellen se mudou para a Mandela em 2017, foi embora e dois anos depois retornou em 2021. “O que mais temos aqui é criança. Vemos as pessoas sair correndo, criança chorando, cachorro que morreu”, lamenta.

Fogo consumiu grande parte da favela

A favela do Mandela foi atingida por um incêndio de grandes proporções e, de acordo com informações do Corpo de Bombeiros, todos os barracos dos fundos foram destruídos. Ainda não se sabe o que pode ter provocado as chamas no local, que abriga ao todo 270 famílias.

O tamanho do incêndio chamou atenção, podendo ser visto por pessoas que transitam pela Avenida Coronel Antonino, a mais de 1 km de distância. Em uma hora as chamas consumiram as dezenas de barracos em boa parte da favela. O incêndio começou por volta das 11h desta quinta-feira e se alastrou rapidamente devido ao calor e a ventania.

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Barracos destruídos no Mandela (Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)

Saiba como doar para os moradores da favela do Mandela

Jornal Midiamax reuniu algumas opções e recomenda que quem quiser doar para outras iniciativas cheque a veracidade das informações antes de fazer doação em dinheiro e assim, evitar possíveis golpes que possam surgir.

Cufa (Central Única das Favelas)

As doações podem ser entregues nos seguintes endereços: Rua Livino Godoi, 710, bairro São Conrado ou Rua Salamanca, 133, bairro Bonança. Mais informações: 67 9181-8142 ou nas redes sociais

Projeto Sorriso Feliz

Doações podem ser entregues na rua Anita Garibaldi, 296 ou no PIX 52.816.282/0001-01. Mais informações 67 9623-3163 ou nas redes sociais

CRAS

De acordo com a prefeitura, doações podem ser feitas diretamente nos Cras (Centro de Referência de Assistência Social). O mais próximo da comunidade é o Cras Estrela do Sul, localizado na Av. Pref. Heráclito Diniz de Figueiredo, s/n – Conj. Res. Estrela do Sul.

FAC

Os itens podem ser entregues no FAC até a meia-noite desta quinta-feira e amanhã a partir das 7h30. A FAC fica na Avenida Fabio Zahran, nº 6.000, na Vila Carvalho. Informações no número (67) 2020-1361.

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