A onça-pintada Apoena, filho da Amanací – resgatada com as patas queimadas dos incêndios do Pantanal em 2020 – está prestes a ganhar sua nova moradia no Pantanal Sul-Mato-Grossense. O macho acabou de completar 11 meses e 22 dias e já está apto a ganhar a liberdade.

“Ver ele nascer aqui no NEX com o objetivo de ser livre um dia, ver ele crescer saudável e apto para a segunda fase do processo de soltura, enche o peito de alegria, orgulho e esperança! Além de resgatar, reabilitar, reintroduzir e abrigar estes animais, esta é a melhor parte do nosso trabalho: ter a chance de poder fazer com que esses animais vivam livres”, postou Daniela Gianni, que está à frente do Instituto Nex No Extinction.

“O Apoena será a primeira onça nascida em cativeiro com esse propósito (ser livre) e o primeiro macho a ser introduzido na natureza! A nossa responsabilidade é enorme, mas a certeza de que o lugar deles é na natureza, é maior! Falta pouco!”, comemorou ela.

Apoena, “aquele que enxerga longe”

Apoena ainda mora com a mãe para aprender o básico da sobrevivência e já parou de mamar. Conforme adiantou o Instituto NEX ao Jornal Midiamax, em outubro do ano passado, o tempo que Apoena fica em MS será de cerca de dois anos, antes de ser solto.

“Essa última etapa é muito importante, pois será lá no Pantanal, próximo ao local de soltura, onde o Onçafari possui um grande recinto, que Apoena se aclimatará e aprenderá a caçar as presas do Bioma”, informou o instituto.

O novo lar do Apoena, em MS, é o Refúgio Ecológico Caiman, na região de Miranda. Lá, a onça será acompanhada pelas equipes do Onçafari e ICMBioCenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros).

Apoena, em tupi-guarani, significa “aquele que enxerga longe” e a onça, mesmo em Goiás, já pode ver sua liberdade chegando. O Pantanal Sul-Mato-Grossense representa mais um passo em direção à vida livre, que, segundo o NEX, tem o perfil para isso: ‘bravo’.

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Amanací e Apoena em outubro (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)