Filhote da onça Amanací – resgatada com as patas queimadas dos incêndios do Pantanal em 2020 -, Apoena vem mostrar toda a braveza em terras pantaneiras em Mato Grosso do Sul, onde vai aprender a conviver na natureza antes de voltar, definitivamente, a viver em liberdade.

Apesar de já estar crescidinho, Apoena é um grande bebê de sete meses que ainda mora com a mãe para aprender o básico da sobrevivência e já parou de mamar. Entretanto, em apenas três meses eles vão se separar e o filhote vem para MS. Conforme adiantou o Instituto NEX ao Jornal Midiamax, o tempo que Apoena fica em MS será de cerca de dois anos, antes de ser solto.

“Essa última etapa é muito importante, pois será lá no Pantanal, próximo ao local de soltura, onde o Onçafari possui um grande recinto, que Apoena se aclimatará e aprenderá a caçar as presas do Bioma”, informou o instituto.

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Amanací e Apoena atualmente (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O novo lar do filhote, em MS, é o Refúgio Ecológico Caiman, na região de Miranda. Lá, a onçinha será acompanhada pelas equipes do Onçafari e ICMBioCenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoro)s.

Apoena, “aquele que enxerga longe”

Apoena, em tupi-guarani, significa “aquele que enxerga longe” e a onça, mesmo em Goiás, já pode ver sua liberdade chegando. O Pantanal Sul-Mato-Grossense representa mais um passo em direção à vida livre, que, segundo o NEX, tem o perfil para isso: ‘bravo’.

“Ninguém tem o direito de prender um animal que nasceu para ser livre e que possui total condições para isso, mesmo que seja perigoso para ele. Apoena, assim como todos os outros Seres, nasceu com uma função e, devemos permitir que ele a cumpra”, publicou o NEX.

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Filhote Apoena (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O Apoena já nasceu com uma importante missão, substituir a mãe, Amanací, na natureza. Ela e o macho ‘Ousado’ foram resgatados do Pantanal em 2020, com as patas gravemente queimadas. A dupla recebeu tratamento no Instituto NEX.

Enquanto Amanací acabou condenada a viver em cativeiro, pois perdeu as garras, Ousado passou por tratamento, reabilitação e pôde voltar para o Pantanal.

De lá para cá, Amanací começou a “namorar” com o macho Guarani. O instituto cuidadosamente planejou esse encontro, como uma forma de compensar a falta da Amanací no Pantanal, para que um dia, um filhote dos dois pudesse ocupar o lugar que um dia foi de sua mãe.

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Amanací com Apoena (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Nova casa

Apoena nasceu em março desde o seu primeiro mês já era ‘muito bravo’. O treinamento do filhote de onça dura, ao todo, três anos. Agora com sete meses, mãe e filho ganharam um recinto maior, com área para explorar e menos contato com humanos, para preservar sua verdadeira natureza.

O novo recinto está dentro de uma mata, que vai ajudar o Apoena a se adaptar a nova vida. A casa nova tem até um lago, onde ele vai poder aprender a nadar.