Neste 1º de novembro, véspera de Dia de Finados, os cemitérios de Campo Grande já registram aumento no número de visitantes, que deve chegar a 30 mil nos próximos dias. Mas o número de túmulos expostos, com estruturas quebradas e até esqueletos expostos, chama atenção de quem passa pelos cemitérios.

No Santo Amaro basta andar poucos metros para encontrar diversos túmulos expostos, visivelmente abandonados. “Aqui virou um abandono. Era para ser uma coisa bem mais cuidada”, disse o aposentado Altino de Siqueira, 69 anos, ao ir no cemitério visitar o túmulo do pai.

“Meu pai está enterrado aqui faz uns 35 anos e todo ano venho aqui cuidar, mas nem todo mundo faz o mesmo. Onde está enterrada minha família, tem uns cinco túmulos abandonados”, conta o aposentado.

Já a aposentada Neiry Lúcia, destacou outra situação, a falta de espaço disponível para receber novos túmulos. “Seria o caso dos donos liberarem para outras pessoas porque está tudo descuidado, abandonado. Eu mesma queria ser enterrada aqui e não posso. Futuramente vou morrer né, e aqui estão enterrados meu pai, minha mãe, meu irmão”, destacou.

Túmulos abandonados (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)

Túmulos precisam ser regulamentados

Desde 2022, a prefeitura de Campo Grande convoca familiares de pessoas que faleceram entre 1947 e 2022 e foram enterradas em cemitérios municipais. Acontece que conforme a Resolução Conama n° 335/2003 os túmulos precisam ser readequados conforme a legislação ambiental.

As regras foram elaboradas de forma a evitar a contaminação do solo a partir dos restos mortais, como o caso do necrochorume, líquido gerado com a decomposição do corpo humano. Entre as normas, está a construção de gavetas, que compreende o processo de impermeabilização para evitar impactos ambientais.

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