A Casa do Artesão continua em obras de restauração, com previsão de reinauguração no dia 19 de março. Enquanto a manutenção é feita, as peças e obras disponíveis para venda estão em exposição na Morada dos Baís, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

Segundo a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, mais de 3 mil peças estão à disposição de quem queira decorar com peças locais ou levar alguma lembrança na mala. Ao todo, 1,5 mil artesãos de todas as regiões do Estado são cadastrados.

Dentre as peças de artesanato, os artistas utilizam argila, cerâmica, ossos, cabaças, madeira, tecido e muito mais. Os valores variam de R$ 4 a R$ 1,5 mil, dependendo do artefato.

Segundo Eliane Bezerra, gestora da Casa do Artesão, “estamos aqui na Morada desde o ano passado e já temos data para a mudança, logo após o feriado de carnaval começaremos a encaixotar tudo e mudar pra casa restaurada, com muito mais espaço e teremos uma variedade maior de peças para comércio”.

Restaurando a história

A Casa do Artesão é um dos monumentos e prédio histórico de Campo Grande, o centenário foi construído entre 1918 e 1923 sob as ordens de Francisco Cetraro e Pasquale Cândida, com projeto do engenheiro Camilo Boni. Foi a primeira sede do Banco do Brasil (cujo cofre é uma das atrações do local), comércio e autarquia pública.

A inauguração do espaço como Casa do Artesão ocorreu em 1º de setembro de 1975. A edificação é tombada como patrimônio histórico estadual.

Como parte do projeto “Retomada MS” e investimento de R$ 2,5 milhões do Governo, a unidade passa por restauração completa, desde instalações elétricas e hidrossanitárias, a elementos arquitetônicos, banheiros, esquadrias e pintura do prédio.

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Peças à disposição (Foto: Divulgação)

Essa restauração é uma das mais importantes do projeto, segundo o secretário da Setescc Marcelo Miranda. “A entrega dessa restauração representa a valorização dos artesãos e artesãs do nosso Estado em uma data tão importante, que é o dia 19 de março, dia do artesão. Um espaço novo, revitalizado com o resgate histórico e de memórias que impulsionará a economia criativa, bem como o fomento do artesanato regional”.

Para o presidente da FCMS, Max Freitas, “estamos todos ansiosos para a reabertura da Casa do Artesão, foi um trabalho meticuloso de restauração nos mínimos detalhes, os artesãos do nosso Estado merecem um local amplo, iluminado e central para comercializar suas peças, para atrair cada vez mais turistas”.