A Inho, em Mato Grosso do Sul, que foi ocupada por indígenas, na última sexta-feira (03), é também área disputada por um grupo de acampados do movimento sem-terra, informou em nota o Governo de

A propriedade está localizada em , distante a 161 km de Campo Grande. A sede da fazenda Inho foi alvo de retomada pela etnia Guarani Kaiowá, na madrugada de sexta-feira, que considera o espaço como território ancestral Laranjeira Nhanderu.

Na ocasião, três indígenas foram presos pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e posteriormente liberados. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, pediu esclarecimentos ao governo de Mato Grosso do Sul sobre a reintegração de posse.

“Recebi ligação do governador Eduardo Riedel, que informou que a polícia já estava se retirando do local e que os detidos seriam liberados após depoimentos. Porém, segundo as lideranças indígenas presentes, informaram que a polícia agiu com truculência, jogando a viatura para cima de uma das lideranças que teve ferimento na cabeça, assim como outro indígena precisou ser resgatado por ambulância após agressões. Repassei essas informações ao governador que disse desconhecer os fatos e que iria apurar”, escreveu a ministra na rede social Twitter.

Em nota, o governo estadual afirmou que acompanha com atenção as demandas prioritárias e específicas das comunidades indígenas. 

Além dos indígenas que disputam a propriedade, a Sejusp ( Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) apurou que “a área da Fazenda Inho é alvo da disputa de um grupo de acampados de movimentos sem terra, que pressionam para criação de um assentamento no local”.

“Com risco iminente de conflito entre os envolvidos, a Polícia Militar agiu para garantir a ordem e salvaguardar vidas. Durante a ação, três pessoas foram conduzidas até a DP da cidade, mas já foram liberadas. O governo estadual reitera disposição no cumprimento da lei, e espera celeridade na resolução das questões que cabem à União, especialmente porque a área em disputa já dispõe de laudos antropológicos”, afirmou o governo de Mato Grosso do Sul em nota. 

Outras áreas de MS em disputa

Em 18 de fevereiro deste ano, a Fazenda Fernanda, em Japorã, a 476 quilômetros de Campo Grande, foi ocupada por membros da FNL (Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade).

A ocupação entrou na de propriedades do “Carnaval Vermelho”, organizado pelo movimento de trabalhadores rurais que buscam a reforma agrária.

Porém, houve conflito com fazendeiros e no dia 20 de fevereiro os acampamentos foram desmontados. 

“O movimento reivindica terra, trabalho, moradia e educação, através da ocupação de terras que já foram reconhecidas como públicas pela Justiça, porém ainda permanecem abandonadas sem cumprir seu uso social”, destacou a nota da FNL sobre o movimento.