Um ano após morte de Emanuelle, movimento de ciclistas vai inaugurar Instituto

Emanuelle Aleixo morreu atropelada enquanto pedalava na Capital; Instituto será inaugurado com nome da jovem
| 24/02/2022
- 14:22
Andrea Aleixo
Andrea Aleixo, mãe da jovem Emanuelle falou sobre o movimento e a criação do Instituto - Reprodução

Há quase um ano, a jovem Emanuelle Aleixo Gorski, de 21 anos, foi atropelada enquanto pedalava na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, e perdeu sua vida. Uma lei de proteção ao ciclista foi sancionada pelo Governo de Mato Grosso do Sul e no dia 10 de março será inaugurado o Instituto Emanuelle. 

Andrea Aleixo, mãe da jovem e cirurgiã plástica, participou da sessão da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) nesta quinta-feira (24) de forma remota e falou sobre o movimento Bike Viva, a ser realizado na Capital durante três dias antes da inauguração do Instituto.

A cirurgiã plástica lembrou com carinho da filha e disse que os últimos instantes de vida, valeram tudo o que ela viveu. “A vida da minha filha foi determinada pelos seus últimos cinco minutos de vida. Ela postou nas redes sociais que era grata a Deus por ter amigos que a chamavam para ter uma vida saudável. Minutos depois, ela não tinha mais saúde”.

Andrea disse que a postagem foi muito impactante e a comoção da população chamou atenção. Tanto é que em memória de Emanuelle, o deputado estadual Renato Câmara (MDB) elaborou projeto de lei de proteção ao ciclista, a ser comemorado todo ano, em 10 de março. A lei foi sancionada em julho.

Segundo Andrea, a lei não poderia cair em esquecimento. “Entrei em contato com a minha contadora e a mobilização chegou em outros estados. Em novembro, criamos o Instituto Emanuelle em parceria com várias empresas e instituições, como a Polícia Civil, por exemplo”.

Com isso, a proposta foi criar o movimento Bike Viva, que vai anteceder a inauguração do Instituto. “O movimento começa no dia 10 de março, movimento moderno, atual e fala com todos e chama as pessoas ao debate e conhecimento. Andar de bicicleta deveria ser sinônimo de saúde”.

Emocionada, Andrea afirmou que o movimento é manifesto pela vida, qualidade de vida e superação. “Se Deus quiser vamos diminuir bastante essa estatística para diminuir os acidentes no trânsito”.

No dia 10, no Morro do Ernesto, será celebrada uma cerimônia religiosa e transmitida pelas redes sociais. No dia 11, o pedal online será das 19h30 às 21h30, com quatro paradas para comentar sobre segurança.

Já no dia 12 de março, será realizado pedal que sai da (Universidade Católica Dom Bosco) em direção a Rochedinho. Por fim, no dia 13, às 8h30, no pátio do sairá um grupo de ciclistas até a avenida Hiroshima com a avenida Afonso Pena, onde Emanuelle foi atropelada. No local, será feita uma oração e depois o grupo retorna ao pátio onde será oficialmente lançado o Instituto.

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