Falta de medicamentos permanece apesar de doações aos municípios de MS

Desabastecimento de medicamentos está afetando a rede pública e particular em municípios de MS e de outros estados do Brasil
| 23/06/2022
- 10:59
Falta de medicamentos permanece apesar de doações aos municípios de MS
Falta de medicamentos atinge diversos municípios - Imagem ilustrativa - (Foto: Stephanie Dias/ Jornal Midiamax)

O problema da falta de medicamentos persiste em diversos municípios de Mato Grosso do Sul, de acordo com informações do Cosems-MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul). O desabastecimento de medicamentos está afetando a rede pública e particular não só do Estado, mas também de outras unidades da federação.

Em abril, o Cosems-MS emitiu nota alertando sobre a falta de medicamentos em diversos municípios do Estado. Remédios como Ibuprofeno, nimesulida, amoxicilina e dipirona estão entre os medicamentos em baixa. 

Nesta quinta-feira (23), o Conselho informou ao que “infelizmente, vários processos licitatórios permanecem desertos. Os laboratórios estão com dificuldade na produção devido a escassez de insumos, o que gera, em alguns casos, um aumento excessivo dos valores de determinadas medicações”. 

O  Cosems-MS informou ainda que conseguiu a de 45.759 frascos de Amoxicilina suspensão 250mg, e 24.100 frascos de Cefalexina que já foram distribuídos aos municípios e que levou a pauta para discussão nacional, por intermédio do ConaseMS, pois a problemática envolve todos os Estados da federação.

Os frascos de Cefalexina suspensão atenderam ao pedido de 68 municípios. Devido à quantidade, Campo Grande, Anastácio, Sidrolândia e Terenos receberam a doação diretamente da FURP – Fundação para o Remédio Popular.

Problema nacional

O problema de desabastecimento de medicamentos atinge a rede pública e as farmácias não só em Mato Grosso do Sul. A principal razão para a falta dos medicamentos é a escassez de insumos no mercado. 

Uma pesquisa do CRF/SP (Conselho Regional de Farmácia de São Paulo) apontou que, nas farmácias paulistas, os medicamentos em falta são principalmente em suas formulações líquidas, o que prejudica em especial, a população pediátrica, já que a maioria dos medicamentos para esse público é na forma líquida por serem mais fáceis de administrar. 

Entre os principais motivos para a escassez de mercado estão a alta demanda não esperada, falha do fornecedor e preço alto impraticável como motivos para a falta de determinados medicamentos. Situações como a guerra na Ucrânia e o lockdown na China geraram problemas logísticos para o atendimento das demandas de insumos e medicamentos.

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