Bebê com suspeita de hepatite 'misteriosa' morreu vítima de vírus respiratório em MS

Ao todo, MS tem três casos de hepatite aguda sob investigação
| 25/05/2022
- 11:13
leitos UTI
(Foto: Ilustrativa)

A morte do bebê de 1 ano que estava no grupo de casos monitorados para ‘misteriosa’ se deu em decorrência do vírus respiratório metapneumovírus. A informação foi confirmada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta quarta-feira (25). Mais cedo, o Jornal Midiamax noticiou que a criança que fazia parte dos casos monitorados não resistiu e morreu em hospital particular de Campo Grande.

Conforme a secretaria, com o caso descartado, outros três seguem sob investigação para a hepatite grave em Mato Grosso do Sul.

Inicialmente, a Sesau afirmou que a criança morreu no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), no entanto, a assessoria de imprensa do hospital afirmou à reportagem que a informação não procede e que a criança estava internada em hospital particular da Capital.

As amostras de todos os casos, inicialmente encaminhadas ao Lacen (Laboratório Central de MS), foram encaminhadas ao laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro, unidade referência no Brasil.

Internado em Campo Grande, o bebê vivia com a família em Dourados, distante 225 quilômetros de Campo Grande. Em Campo Grande, apenas um caso segue sob investigação, outros dois foram descartados e confirmados como vítimas de dengue, os pacientes estão bem.

Confira a nota divulgada pela SES:

NOTA A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul informa que este óbito foi descartado para hepatite aguda de etiologia desconhecida e sendo confirmado para vírus respiratório (metapneumovírus). O caso foi investigado e posteriormente descartado pelo Estado. Mato Grosso do Sul não registra até o momento, nenhum óbito por hepatite aguda de etiologia desconhecida. Três casos suspeitos estão em investigação com amostras enviadas para o laboratório da Fiocruz, no Rio do Janeiro.

Hepatite 'misteriosa' e Covid-19

A doença grave que atinge o fígado de crianças e adolescentes ainda tem origem desconhecida. No entanto, pesquisas lideradas por cientistas do Reino Unido e divulgadas nesta terça-feira (24) relacionam o surto de hepatite aguda com a Covid-19.

Os pesquisadores estudam se crianças e adolescentes com fragmentos do vírus da Covid-19, no sistema gastrointestinal, estão tendo uma resposta imunológica exagerada ao adenovírus 41. Portanto, segundo o que dizem os especialistas, não há relação do surto com eventual vacinação contra a Covid-19.

Em todo o Brasil, conforme divulgado pelo nesta terça-feira (24), são 64 suspeitas de hepatite aguda sob investigação.

Suspeita de hepatite? Saiba o que fazer

Pais e responsáveis devem estar atentos aos sinais de hepatite e procurar um hospital imediatamente caso estejam em dúvida. As crianças com sintomas de uma infecção gastrointestinal, incluindo vômitos e diarreia, devem ficar em casa e não retornar à escola ou creche até 48 horas após os sintomas terem parado.

Além disso, medidas comuns de higiene, como lavagem completa das mãos ajudam a reduzir a propagação de muitas infecções comuns, incluindo o adenovírus.

Confira os sintomas da hepatite:

  • Urina escura
  • Fezes pálidas ou cinzas
  • Coceira na pele
  • Olhos e pele amarelados (icterícia)
  • Dores musculares e nas articulações
  • Temperatura alta
  • Enjoo e náuseas
  • Cansaço o tempo todo fora do normal
  • Perda de apetite
  • Dor de barriga

*Matéria atualizada às 11h22 de 26/05 para alteração de informação.

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