Cotidiano

Após fake news, Dourados esclarece que segue com medidas restritivas e lockdown

A administração municipal afirma que o áudio e boatos que têm circulado em grupos de WhatsApp são fake news

Marcos Morandi Publicado em 04/06/2021, às 10h15

Prefeitura descarta alterações em decreto de lockdown
Prefeitura descarta alterações em decreto de lockdown - Divulgação

A Prefeitura de Dourados esclareceu nesta sexta-feira (4) as notícias que tem circulado em grupos de aplicativo de mensagens, dizendo que haverá uma flexibilização das medidas de combate ao contágio da Covid-19, não procedem.

Segundo a administração municipal, o áudio fake news afirma que haverá abertura de conveniências, bares e o horário estendido de supermercados, e ainda coloca como justificativa a falta de controle das cidades vizinhas.

“Porque as cidades vizinhas não estão respeitando o lockdown. Douradenses estão saindo daqui para comprar, Itaporã, Rio Brilhante, então não tem porque a cidade não faturar. Isso já foi conversado com o PC e concluído com o Governador do Estado”, diz um homem ao espalhar a notícia falsa.

Citado na mensagem, como “PC”, o procurador geral do município, Paulo César Nunes da Silva, reforçou a importância de a população seguir as medidas estabelecidas pela administração. “Não é verdade, seguimos com o decreto divulgado através do Diário Oficial e dos nossos canais de comunicação. Destacamos a importância de checar as informações, o site e as redes sociais da prefeitura são os únicos canais oficiais”, pontuou.

De acordo com o Decreto Municipal nº 400/2021, fica proibido durante o lockdown, a comercialização de bebidas alcoólicas, inclusive por delivery, os mercados e congêneres, podem funcionar até as 18h de segunda à sábado e no domingo até 14h.

O lockdown, que encerra no dia 12 de junho, é uma forma de desacelerar o contágio do coronavírus e assim, desafogar a saúde do município. Segundo o secretário municipal de saúde, Edvan Marcelo Marques, “é necessário pensar na vida nesse momento”.

No anúncio das medidas restritivas o prefeito, Alan Guedes, reforçou que não aceitará que pessoas morram em casa sem oxigênio, sem assistência. “Não posso e nem quero dizer não aos pacientes que vêm da nossa macrorregião. Sabemos que o empresariado sustenta a economia, mas neste momento peço a compreensão de todos. Serão 14 dias de esforço coletivo. Entendemos que é um momento que a sociedade precisa se unir para juntos oferecermos condições para que o serviço de saúde continue atendendo”, afirmou o prefeito.

Jornal Midiamax