Cotidiano

Mesmo com 'lei seca', decreto permite delivery de bebida alcoólica em MS

Governo Estadual discute permitir venda em mercados e conveniências

Mariane Chianezi Publicado em 10/06/2021, às 16h48

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Leonardo de França, Midiamax, de arquivo

Com novas medidas prestes a serem adotadas em Mato Grosso do Suldiante da pandemia da Covid-19, o Estado terá lei seca, mas uma brecha no decreto do Governo Estadual permite a venda de bebidas alcoólicas por delivery.

Devido as novas regras aos municípios de bandeira cinza, com grau de severidade extremo para a doença, conveniências, mercados e hipermercados estão proibidos de venderem bebidas alcoólicas entre os dias 11 de junho e 24 de junho.

No entanto, o item 1.30 do decreto, diz que estabelecimentos não essenciais podem comercializar por delivery. Ou seja, cervejas e afins estão garantidas para os próximos dias, mas somente por pedidos. “Serviços de delivery relacionados a quaisquer atividades, serviços e empreendimentos mesmo não classificados como essenciais”, diz trecho do decreto.

Conforme informações da assessoria de imprensa do Governo do Estado, ainda está sendo estudado a possibilidade de flexibilização na medida referente à venda de bebidas.

Pedido de 72h para início de medidas em Campo Grande

Após afirmar que seguirá a risca as medidas determinadas para conter o avanço do vírus, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) entregou na tarde desta quinta-feira (10) uma Petição do Executivo Municipal que solicita à Secretaria de Estado de Saúde um prazo mínimo de 72 horas para produção dos efeitos do decreto estadual publicadohoje, que classifica Campo Grande como bandeira cinza e, com isso, proíbe diversas atividades consideradas não essenciais a partir desta sexta-feira (11) até o dia 24 de junho.

A iniciativa do chefe do Executivo municipal atende à solicitação dos segmentos do comércio e de bares e restaurantes da Capital, que leva em conta que os setores já fizeram estoque para o Dia dos Namorados – considerada uma das três datas de maior lucratividade, e teriam um grande prejuízo caso fechassem as portas já nesta sexta-feira (11), como determina o decreto estadual.

Jornal Midiamax