Cotidiano

Casos de dengue em Campo Grande caem 90%, mas cuidados não devem ser esquecidos

Cálculo foi feio entre 1º de janeiro e 27 de abril de 2021, comparado com o mesmo período do ano passado

Ranziel Oliveira Publicado em 28/04/2021, às 17h10

População deve manter a prevenção
População deve manter a prevenção - (Foto: Divulgação / Prefeitura de Campo Grande)

Doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, as notificações de dengue estão em queda na Capital, mas a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) alerta os moradores de Campo Grande para que mantenham os cuidados, com objetivo de evitar um aumento no número de casos.

Entre 1º de janeiro até o dia 27 de abril,  o município registrou 1.531 casos notificados de dengue. No mesmo período do ano passado, foram 15.913 notificações, o que representa uma redução de 90% no número de casos.

Somente no mês de abril de 2020, foram registrados 1584 casos de dengue, número superior ao registrado até o momento em todo o ano de 2021.  Até o momento o município registrou apenas 1 óbito por conta da doença. No mesmo período do ano passado foram sete.

As notificação de Zika e Chikungunya também caíram, se comparado com os primeiros quatro meses do ano passado. Neste ano, foram registrados três casos de Zika e três casos notificados de Chikungunya, contra 42 e 69, respectivamente, de janeiro a abril de 2020.

Mesmo durante a pandemia, as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti não foram paralisadas no município de Campo Grande. Além do trabalho de rotina, diariamente os bairros com maior incidência de notificações recebem a borrifação de inseticida a UBV (Ultra Baixo Volume), popularmente conhecido como Fumacê.

“Os cuidados devem ser diários. O cidadão tem papel fundamental na luta contra o mosquito. Além das ações desenvolvidas pelo poder público, é essencial que cada um faça a sua parte. Pedimos à população que colabore inspecionando suas residências quando possível, com o objetivo de identificar ambientes propícios à proliferação ou a criadouros do mosquito”, frisa a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo.

Prevenção

Os locais escolhidos para o armazenamento de água e vasilhas usadas como bebedouros para animais domésticos devem ser limpos com escova e sabão; os recipientes para armazenamento de água deverão ser fechados com as tampas originais ou com uma tela de trama pequena ou tecidos de tramas fechadas, de forma a evitar o acesso do mosquito; as caixas d’água devem passar por limpeza regular e estar bem fechadas.

Jornal Midiamax