Considerado um personagem de relevada importância histórica para Dourados, os 66 anos do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas, que aconteceu  em  24 de agosto de 1954, foram lembrados  na cidade. Entretanto, sob o olhar da militância, as homenagens desta segunda-feira (24) na cidade, chega a ser quase que insignificante.

Neste ano, a data não passou em branco. A estátua de Getúlio Vargas amanheceu com uma máscara da campanha de prevenção ao coronavirus e envolto em bandeira atribuída a movimento naturista, com a frase: “Prepare o remédio do mato para beber o seu”.

Além de uma avenida e um distrito que homenageiam o político gaúcho, Dourados construiu um monumento ao estadista e coincidentemente, a prefeitura da cidade é comandada por uma representante do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), Délia Razuk, que foi eleita pelo PR (Partido Republicano), mas que somente no final do ano passado ingressou na legenda.

A estátua de corpo inteiro e com o tradicional charuto entre os dedos, de Getúlio Vargas, foi mandada construir pelo ex-prefeito Braz Melo, na rotatória localizada no cruzamento das avenidas Joaquim Teixeira Alves e Presidente Vargas, no centro de Dourados, em agosto de 1991, sob influência do então secretário de Administração, Harrison de Figueiredo, o principal líder do getulismo na região.

A obra, que  é uma homenagem ao fundador da Cand (Colônia Agrícola Federal de Dourados), em 28 de outubro de 1943, integrando cidades que hoje formam a região da Grande Dourados, durante alguns anos recebia flores,  simbolizando o reconhecimento da militância petebista.