Prosseguir se reúne 4ª e pode definir mais restrições para combate ao coronavírus

Reunião pode resultar em mudanças nas bandeiras que sugerem regras para funcionamento de comércio e serviços nos municípios.
| 28/07/2020
- 11:30
Prosseguir se reúne 4ª e pode definir mais restrições para combate ao coronavírus
Na última atualização do Prosseguir, Campo Grande e mais 5 cidades receberam a 'bandeira preta'. (Imagem: Reprodução) - Na última atualização do Prosseguir, Campo Grande e mais 5 cidades receberam a 'bandeira pre

O Comitê Gestor do Programa Prosseguir realiza nesta quarta-feira (29) mais uma reunião para avaliação situação da pandemia de coronavírus em Mato Grosso do Sul. Diferente do último encontro, na semana passada, a expectativa é de que do encontro venha atualização para o último mapa de recomendações para combate à no Estado, que podem levar a mudanças nas bandeiras adotadas por município.

Grosso modo, o Prosseguir converte indicadores, dados e informações sobre a situação do coronavírus em todos os municípios e regiões de Mato Grosso do Sul em um sistema de notas por grau, a fim de balizar as ações de Saúde e Econômicas para os prefeitos. Contudo, o sistema não tem um caráter impositivo: são feitas recomendações acerca da abertura ou fechamento de atividades públicas e privadas, conforme o grau de contaminação na região.

Em sua última atualização, o sistema colocou 6 municípios –Campo Grande, Alcinópolis, Corguinho, Sidrolândia, Maracaju e Nioaque– na avaliação de Grau Extremo (a bandeira preta), que prevê as medidas mais severas para combater a pandemia; 59 no Grau Alto (vermelha), o segundo mais grave; e 14 no Grau Médio (laranja), o terceiro em intensidade. Abaixo deles há o Grau Tolerável (amarela) e Grau Baixo (verde).

O Grau Extremo prevê o funcionamento apenas de serviços essenciais, como forma de evitar aglomerações de pessoas, e acabou seguido por algumas cidades parcialmente. Em Campo Grande, por exemplo, as normas foram adotadas nos dois últimos finais de semana –permitindo que restaurantes e similares abrissem nos sistemas pegue-e-leve e delivery, sem receber clientes.

Apesar das previsões radicais, as aplicações são responsabilidade das prefeituras. Conforme informações levantadas na (Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica, que está à frente do Prosseguir), o Governo do Estado optou pelo caminho do trabalho conjunto com as prefeituras, respeitando a autonomia das mesmas em aplicar as medidas sanitárias de combate ao coronavírus, reafirmadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O problema é que, com isso, prefeitos podem não seguir à risca as orientações técnicas, diante da resistência da população em aderir às medidas que incluem distanciamento e isolamento sociais –neste último, Mato Grosso do Sul vem se mantendo abaixo dos 70% de recolhimento recomendados pelas autoridades de Saúde para funcionar adequadamente.

Domingo (26), o Estado teve a 8ª melhor marca do país, enquanto Campo Grande ficou em 12º entre as capitais –durante a semana, porém, os índices de ambos estão entre os piores do Brasil. O prefeito (PSD) defende, por exemplo, que declarar lockdown em Campo Grande não seria eficiente se as 34 cidades da macrorregião de Saúde, que enviam pacientes para a Capital, não fizerem o mesmo.

Mais municípios apresentaram dados para atualizar sistema de bandeiras do Prosseguir

O conjunto de dados do Prosseguir em sua primeira atualização de mapa deve trazer novidades, conforme informações preliminares, uma vez que mais prefeituras atualizaram seus dados para auxiliar na elaboração do documento em relação à versão atual. Isso pode influenciar o resultado do conjunto porque, conforme as regras do sistema, cidades que têm casos crescentes influenciam indicadores da macrorregião que, por sua vez, distribuem esse peso a todas as cidades integrantes.

Como exemplo, está a disponibilidade de leitos de UTI por região –que, para os 34 municípios da macrorregião de Campo Grande, tem ficado acima dos 90%. A falta de vagas para pacientes graves atinge como um todo decisões que venham a permitir, por exemplo, atividades que naturalmente resultem em aglomerações (que, por seu turno, favorece o contágio).

Na Saúde, são 10 os indicadores usados na decisão: além das vagas em UTIs, a quantidade de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), busca por contatos de casos positivos, redução da mortalidade por Covid-19, disponibilidade de testes, incidência entre a população indígena, redução de casos entre profissionais de Saúde e na população em geral, fronteira ou divisa com Estados em aumento de casos e necessidade de expansão de leitos.

Dentro da avaliação econômica, por sua vez, há uma proposta de distribuição das atividades em 5 faixas de risco: serviços em essenciais, não essenciais de baixo risco, não essenciais de médio risco, não essenciais de alto risco e não recomendados. Tais informações são intercaladas com os dados de Saúde para que sejam dadas as notas e recomendações. Em todos os casos, porém, cabe aos prefeitos decidirem se seguem ou não as orientações.

Embora a expectativa é de que as bandeiras sejam alteradas apenas a cada 14 dias, a medida pode ser adotada de forma urgente caso haja alguma explosão de casos em uma determinada região –algo que, por não ter sido adotado, indica que o comitê gestor não interpretou ter ocorrido. Por outro lado, a melhora do grau de risco tende a ocorrer de forma mais lenta.

O resultado das reuniões deve ser apresentado na quinta-feira (30), durante live do Governo do Estado.

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