A restrição de bebida alcoólica aos finais de semana ainda em análise pela Prefeitura de Campo Grande, mas a possibilidade de implantação da medida não agradou a AMAS (Associação Sul-Matogrossense de Supermercado).

Ao Jornal Midiamax, a associação disse que a adoção da Lei Seca, com a proibição de qualquer produto com álcool, não tem garantias de que manterá as pessoas em casa, pois o isolamento, segundo a associação, é de acordo com o entendimento e compreensão dos moradores.

“Não existe nenhum dado e nem estudos que comprovem o aumento do isolamento social com essas medidas. Caso essa medida seja colocada em prática não terá eficácia nenhuma, pois as pessoas podem adquirir os produtos durante a semana para o consumo aos finais de semana”, disse AMAS em nota.

Sobre a lotação dos leitos da Santa Casa de , que segue em seu segundo dia em colapso, sem leitos de UTI disponíveis e os casos de coronavírus em MS, a AMAS afirma que os números são alarmantes, mas acha injusto ‘o empresário pagar a conta' pela .
“Temos visto que os números de infectados têm crescido dia a dia, e são cada vez mais alarmantes, mas precisamos admitir que os hospitais públicos do nosso estado nunca tiveram leitos suficientes e nem estiveram prontos para suportar algo dessa proporção. Acompanhando todos os dias as notícias temos visto os números e acidentes aumentarem e consequentemente, o número de pacientes nos hospitais também, mas as pessoas infringem as leis e recomendações sempre, e por isso não é justo que mais uma vez os empresários paguem a conta”, afirmou.

 

Lei Seca aos finais de semana

A Prefeitura de Campo Grande avalia restringir a venda de bebidas alcoólicas nos fins de semana, como mais uma tentativa de fazer com que as pessoas respeitem as regras e permaneçam em suas casas. A ideia, ainda em análise, segundo o prefeito  (PSD), é que conveniências vendam somente bebidas alcoólicas em estado natural, ou seja, sem estarem geladas.

Sobre a adoção de Lei Seca, com a proibição de qualquer produto com álcool, o chefe do Executivo municipal afirmou que, embora seja ‘distante', é uma possibilidade. “As medidas já tomadas, como lockdown aos fins de semana, não foram suficientes para que a população permanecesse em casa”.

Mesmo com o endurecimento dos decretos, a Santa Casa, por exemplo, registrou aumento no número de internações, sobretudo, de pessoas vítimas de violência e politraumatizados, elevando a ocupação de leitos. De 10 a 12 de julho, primeiro fim de semana com toque de recolher iniciando às 20 horas, o hospital recebeu 198 pacientes.