Após meses em estiagem severa, Rio Paraguai sai da margem de nível negativo

O nível do Rio Paraguai já saiu da margem negativa em alguns pontos da principal bacia hidrográfica do bioma pantaneiro, após meses passando por uma estiagem severa e a pior seca dos últimos 50 anos. De acordo com o boletim diário do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), a régua marcante […]
| 16/11/2020
- 17:40
Após meses em estiagem severa, Rio Paraguai sai da margem de nível negativo
(Foto: Ilustrativa/Arquivo Midiamax) - (Foto: Ilustrativa/Arquivo Midiamax)

O nível do Rio já saiu da margem negativa em alguns pontos da principal bacia hidrográfica do bioma pantaneiro, após meses passando por uma estiagem severa e a pior seca dos últimos 50 anos.

De acordo com o boletim diário do (Instituto de de Mato Grosso do Sul), a régua marcante localizada no 6° Distrito Naval do município de Ladário, a 424 quilômetros de Campo Grande, o rio já apresentava recuperação nos últimos dias com ajuda da chuva.

Na segunda-feira passada (9), o nível estava em 7 centímetros negativo, na terça-feira -4, e no dia 11 de novembro -1. Com a chuva do fim de semana, de 1,5 milímetros, o rio subiu para 4 centímetros, saindo da margem negativa, nesta segunda-feira (16).

Após meses em estiagem severa, Rio Paraguai sai da margem de nível negativoNa estação de Porto Murtinho, a chuva atingiu 4,5 milímetros, alcançando a margem de 145 centímetros. Porto Esperança recebeu chuva mais considerada, de 19,2 milímetros, mais ainda está em nível negativo.

Embora tenha saído da margem preocupante, ainda falta muito para que o Rio Paraguai volte ao nível normal deste período do ano. As progressões das estações do Rio Aquidauana e Miranda estão normalizadas.

“Ainda que a estação chuvosa se inicie, porém, os rios na calha do rio Paraguai levarão tempo para se recuperarem, haja vista serem rios de resposta lenta, principalmente sobre o MS. Em Ladário, o rio Paraguai tem mostrado uma tendência de recuperação de níveis e, de acordo com os dados históricos, é improvável que o rio retorne ao regime de recessão neste local, após retomada a recuperação de níveis”, disse o pesquisador em Geociências, Marcus Suassuna.

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