Cotidiano

Associação de vistoriadoras considera investigação positiva, mas teme generalizações

A Assovis (Associação das Empresas de Vistorias do Estado de Mato Grosso do Sul) considerou positiva a investigação iniciada pelo MPMS (Ministério Público Estadual) sobre irregularidades em ECV (Empresas Credenciadas de Vistoria) do Estado. De acordo com o presidente da entidade, Renato Cantadori, é importante que as eventuais irregularidades sejam investigadas, a fim de garanti...

Guilherme Cavalcante Publicado em 14/05/2019, às 12h06

Vistoriadora flagrada em fraude em vistorias foi alvo de mandado de busca e apreensão (Foto: Minamar Junior | Midiamax)
Vistoriadora flagrada em fraude em vistorias foi alvo de mandado de busca e apreensão (Foto: Minamar Junior | Midiamax) - Vistoriadora flagrada em fraude em vistorias foi alvo de mandado de busca e apreensão (Foto: Minamar Junior | Midiamax)

A Assovis (Associação das Empresas de Vistorias do Estado de Mato Grosso do Sul) considerou positiva a investigação iniciada pelo MPMS (Ministério Público Estadual) sobre irregularidades em ECV (Empresas Credenciadas de Vistoria) do Estado.

De acordo com o presidente da entidade, Renato Cantadori, é importante que as eventuais irregularidades sejam investigadas, a fim de garantir transparência nos serviços executados pelas ECV.

“Tudo que tiver irregular tem que ser sanado. Não estou dizendo que exista irregularidades contra essas empresas, mas que é importante que sejam apuradas e, se forem confirmadas as suspeitas, que a lei seja cumprida”, afirmou Cantadori ao Jornal Midiamax.

O presidente da Assovis refere-se à recomendação do MPMS de suspender por 90 dias as vistoriadoras Focar e Contato Vitoria Automotiva, que de acordo com o órgão, utilizariam “laranjas” no quadro societário, quando, de fato, os reais proprietários seriam pessoas impedidas de exercer referida atividade empresarial.

As empresas foram alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Vistoria, deflagrada no dia 10 de abril, a partir de procedimento criminal instaurado pela 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social que identificou indícios de crimes de lavagem de dinheiro e de falsidade ideológica. As demais promotorias do Patrimônio Público também participaram da ação.

Cantadori admitiu que as investigações afetam, de certa forma, as demais empresas de vistoria que atuam no Estado e que isso pode prejudicar a imagem das ECV. “Isso porque as pessoas generalizam, enxergam como um todo, quando na verdade cada empresa tem um proprietário, que é responsável pelo que faz. Cria-se um desconforto, mas que, de certa forma, faz parte desse processo de transparência dos nossos serviços”, comenta.

O Jornal Midiamax solicitou posicionamento do Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul), mas até a publicação desta matéria, não recebeu resposta.

Imersas em polêmicas

Diversas matérias do Jornal Midiamax denunciam irregularidades na execução de serviços tanto pelo Detran-MS como por credenciadas – dentre elas a Focar, que foi flagrada aprovando vistoria de veículo com o motor fundido, portanto, inapto a circular.

Ao Jornal Midiamax, a Focar também havia negado que Nelson Gonçalves Lemes, que já exerceu cargo de Diretor da Diretoria de Registro e Controle de Veículos do Detran/MS, fosse o verdadeiro dono da empresa, que está em nome de Antônio Gregório.

O fato ocorreu em junho de 2018, menos de um mês após o Conselho Superior do MPMS arquivar um inquérito que garante ter investigado irregularidades na inspeção veicular do Detran-MS. O caso gerou a reabertura da investigação.

Vale lembrar, também, que em 2015 a atuação do Ministério Público foi ocasionada após reportagem investigativa do Jornal Midiamax que retratou a facilidade, na época, de aprovar veículos irregulares durante vistorias.

Jornal Midiamax