Cotidiano

Com UPA fechada e sem informação, população procura atendimento longe de casa

Pediatras do Vila Almeida atendem na UPA Leblon

Midiamax Publicado em 17/01/2017, às 16h14

None
_mg_9398_copy.jpg

Pediatras do Vila Almeida atendem na UPA Leblon

Desde a interdição da  (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida, nessa segunda-feira (16), a busca por atendimento médico ficou mais difícil para a população da região oeste de Campo Grande. Sem muitas informações, os pacientes peregrinam a procura de consulta.

Por telefone a orientação é de que a população vá até unidades mais próximas, mas na porta da UPA apenas o aviso de interdição, sem informações de onde buscar atendimento. Quem vai ao local ainda sai com dúvidas sobre onde ser atendido.

Aos 87 anos, Amilton Paes e Almeida, teve de voltar para casa sem passar por consulta. "Tô com um barulho estranho no ouvido, vim aqui para ser atendido por um médico, mas está fechada a unidade. Agora não sei nem o que fazer", lamenta.

"Estou sentidor dores no rim, vim do Nova Campo Grande até aqui porque não sabia que estava interditada. Agora vou buscar uma unidade mais próxima", diz o chapeiro Edvaldo de Souza Cacemiro, de 38 anos, que também encontrou o local fechado.

Com a unidade interditada, a estimativa é de que o número de pacientes na UPA Leblon, por exemplo, aumente em 50% nesta terça-feira (17). 

Segundo o diretor da Unidade, Felipe Moraes Dourado, normalmente a demanda é de no máximo 400 atendimentos diários, com a interdição da UPA Vila Almeida a expectativa é que ao menos 600 pessoas sejam atendidas no local.Com UPA fechada e sem informação, população procura atendimento longe de casa

"Fazemos uma média de 400 atendimentos por dia e acreditamos que faremos uns 600 enquanto a Vila Almeida estiver fechada", declara.

Ainda de acordo com o diretor da unidade Leblon, um dos clínicos  gerais e todos os pediatras escalados para a Vila Almeida foram remanejados para o local. Normalmente os especialistas de saúde infantil só eram destinados para o plantão noturno.  

Informações sobre o remanejamento dos profissionais não consta na escala de médicos divulgada hoje pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública). 

Conforme o cronograma de atendimento, nenhum especialista em saúde infantil atenderia durante o dia, porém, o diretor garante que nesta manhã são cinco pediatras. À tarde o número é um pouco menor, apenas três e à noite a quantidade dobra para seis especialistas.

Sem saber da novidade, Cristiane Rodrigues dos Santos, de 37 anos, que mora próximo a UPA Leblon, levou a filha, de 8 anos, com suspeita de dengue até a UPA Coronel Antonino. "Eu trouxe direto aqui porque nunca tem pediatra durante o dia na UPA Leblon e já sabia que a Vila Almeida está interditada. Precisam dividir melhor os pediatras", observa. 

A previsão informada pelo secretário Municipal de Saúde Pública, Marcelo Vilela, é de que os trabalhos na 
UPA Vila Almeida sejam concluídos em até três semanas.

Equipe mínima

A assessoria de imprensa da Sesau afirma que a unidade mantém uma equipe capaz de atender casos de urgência. Segundo a informação, um enfermeiro faz a triagem e há dois médicos, 4 técnicos, 2 funcionários administrativos, um farmacêutico e um assistente social para atender a demanda espontânea.

 Cleber Gellio -Midiamax

Histórico

Problemas na unidade foram revelados na véspera do Natal de 2014, quando teto da unidade desabou e trouxe a tona uma grande quantidade de fezes de pombo que estavam acumulados na estrutura. Na ocasião a primeira medida foi interditar o local por seis dias. 

Outros alagamentos já foram registrados na unidade. Em março de 2015 o local foi fechado para reformas. Já em outubro de 2016 os atendimentos na UPA foram interrompidos por três horas. Problemas na unidade foram alvos de ação civil do MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul).

Jornal Midiamax