Em reunião, deputados discutem greve dos médicos e situação da saúde na Capital

Médicos discutirão contraproposta em assembleia nesta noite
| 27/05/2015
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Em reunião, deputados discutem greve dos médicos e situação da saúde na Capital

Médicos discutirão contraproposta em assembleia nesta noite

Em reunião convocada pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado, os deputados estão discutindo a greve dos médicos e a situação da saúde na Capital na tarde desta terça-feira (26).

Estão reunidos com os parlamentares da comissão o presidente do (Sindicato dos Médicos), Valdir Shiroma, e o representante da Fenam (Federação Nacional dos Médicos), Eglif de Negreiros. Os médicos discutirão contraproposta da Prefeitura em assembleia nesta noite.

A Prefeitura de Campo Grande promete revogar o corte de gratificações salariais dos médicos da rede municipal de saúde, a contar já em junho, além de pagar, em seis vezes, os valores referentes ao período em que o benefício foi cortado.

A greve dos médicos começou no dia 11 de maio. A Prefeitura conseguiu liminar no Tribunal de Justiça determinando a volta da categoria ao trabalho, no entanto, o movimento continuou, mantendo 30% do pessoal atendendo com prioridade os casos de urgência e emergência.

O corte de gratificações foi aplicado no fim de abril pela Prefeitura, como forma de conter gastos com a folha de pessoal. No entanto, segundo fontes da categoria, com o benefício o salário dos médicos chega a dobrar.

Momento delicado

Segundo o presidente do Sinmed, o momento é delicado. “Vale lembrar que a gratificação não atinge todos os 1.400 médicos da rede saúde. São cerca de 100,200 que recebem”.

Shiroma destacou a necessidade de trazer representante da Fenam para Campo Grande. “Em virtude das últimas atitudes, entendemos que convém trazer um representante da Federação para esclarecer a situação da saúde na Capital”.

Atender 80% das reivindicações

O superintendente da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Virgílio Gonçalves, também está presente na reunião. Ele explicou o cenário atual da Prefeitura, citando os índices da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), que impedem os avanços nas negociações. “A contraproposta da Prefeitura pretende atender 80% das reivindicações dos médicos. É a nossa segunda contraproposta”, destaca.

A reunião é mediada pela deputada Mara Caseiro (PT do B), presidente da comissão. Os deputados discutem a crise na saúde na Capital, a situação de trabalho, o caos nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), o salário dos médicos e a negociação.

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