Cotidiano

Com queda no preço do diesel, usuários ‘sonham’ com passe mais barato

População ainda cobra  melhorias na qualidade do serviço

Kemila Pellin Publicado em 04/07/2015, às 15h55

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População ainda cobra  melhorias na qualidade do serviço

Com queda no preço do litro do óleo diesel, motivada pela redução do ICMS sobre a alíquota do combustível, a população começa a cobrar a diminuição no preço da passagem do transporte coletivo. As empresas do setor, no entanto, desconversam sobre o assunto e dizem que há previsão, apenas, do reajuste feito anualmente, em dezembro.

A medida do governo, que passou a valer dia 1º de julho, reduz de 17% para 12% a alíquota do ICMS sobre o diesel, em caráter experimental e sob acompanhamento, até dezembro próximo. A expectativa do setor é de que o preço na bomba fique R$ 0,15 mais baixo, principalmente a partir da segunda quinzena de julho.

Em Campo Grande, a tarifa do transporte coletivo urbano é de R$ 3 desde o fim do ano passado, e coloca a cidade com um dos maiores preços pelo serviço no Brasil. Em 2013, o País foi varrido por protestos que se iniciaram, principalmente, por conta de reajustes nos preços de passagens em algumas das principais capitais.

No caso da redução da alíquota do ICMS, um dos compromissos firmados pelos donos de postos com o governo é em relação ao repasse para os consumidores, com consequência alta no consumo. Considerando esta lógica e que o óleo diesel é um dos principais insumos das empresas do setor, nas ruas usuários já esperam que o combustível mais barato reflita diretamente no preço do passe.

Cristina Gonçalves, 60, servidora pública, pede que o valor da passagem seja revisto e também que a qualidade melhore. “O preço é alto e não condiz com o serviço prestado, se tem possibilidade de diminuir agora, então tem que ser feito logo”, destaca ela, que utiliza o transporte público diariamente.

Rafael Franco, 20, também destaca que o preço da passagem deveria diminuir, não só pela redução no preço do diesel, mas principalmente como forma de estimular o uso do coletivo. “Eu acho que o diesel tem que diminuir e refletir na passagem é claro, e o preço da gasolina deveria aumentar, porque assim as pessoas poderiam passar a usar mais o transporte público e deixar os carros em casa um pouco. O trânsito ficaria melhor e natureza também”, reforça o estudante de biologia, que faz questão de lembrar que não utiliza o passe gratuito.

Já Teresa de Souza, 23, entende que, se os responsáveis não têm intenção de diminuir o preço da passagem, que usem os recursos extras, que serão obtidos com a diminuição do preço do combustível, para investir em melhorias no transporte. “Eles poderiam até manter o preço, mas deveriam usar o ‘bônus’ para aumentar a frota, que é visivelmente insuficiente, e melhorar a qualidade do serviço, tanto nos terminais como nos ônibus”, conclui a profissional do setor industrial.

Questionada sobre o assunto, a Assetur (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano), explicou que não está prevista nenhuma diminuição no preço da passagem imediatamente. Segundo a mesma fonte, o reajuste deve ser feito apenas em dezembro, como é praticado anualmente.

Jornal Midiamax