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Planalto vê desgaste de Bolsonaro após prisão de Crivella

A equipe presidencial no Palácio do Planalto tenta blindar o chefe do Executivo federal Jair Bolsonaro, mas já vê ele deve sofrer com um desgaste após a prisão do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos). Bolsonaro apoiou a reeleição de Crivella, o que gerou o resgate de vídeos antigos dos dois nas redes […]

Adriel Mattos Publicado em 22/12/2020, às 12h35 - Atualizado às 12h38

Foto: Isac Nóbrega/PR
Foto: Isac Nóbrega/PR - Foto: Isac Nóbrega/PR

A equipe presidencial no Palácio do Planalto tenta blindar o chefe do Executivo federal Jair Bolsonaro, mas já vê ele deve sofrer com um desgaste após a prisão do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos). Bolsonaro apoiou a reeleição de Crivella, o que gerou o resgate de vídeos antigos dos dois nas redes sociais.

O presidente da República foi aconselhado, segundo o jornal Folha de S.Paulo, a não apoiar candidatos nas eleições municipais, mas acabou manifestando apoio a alguns postulantes pelo Brasil. Dois dos filhos de Bolsonaro são do mesmo partido de Crivella: o senador Flávio e o vereador Carlos.

Na chegada ao Planalto, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) minimizou o caso. “O governo não tem impacto nenhum, pô. Não tem nada a ver com a gente. Sem impacto, zero impacto”, afirmou.

À Folha, uma pessoa próxima a Bolsonaro admitiu que a prisão do prefeito do Rio pode antecipar a filiação do presidente a um novo partido. Ele iria procurar outra legenda em março. Bolsonaro está de férias em Santa Catarina.

Prisão

Na manhã de hoje, Crivella foi preso em ação conjunta da Polícia Civil e do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), em um desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto ‘QG da Propina’ na Prefeitura do Rio, de acordo com a CNN Brasil.

Além do prefeito, também foram presos o empresário Rafael Alves (suspeito de ser o chefe do esquema de propinas e irmão de Marcelo Alves, ex-presidente da RioTur), Mauro Macedo (ex -tesoureiro da campanha de Crivella) e o ex-vereador Fernando Moraes (também ex-delegado).

Um dos motivos do Ministério Público do Rio para pedir a prisão do prefeito carioca Marcelo Crivella (Republicanos) foi o fato de, quando foi alvo de operação de busca e apreensão, em setembro, ele ter entregue um celular para os investigadores que não era o dele.

Com a prisão dele, coube ao presidente da Câmara Municipal, Jorge Felippe (DEM), assumir o comando da cidade. O vice-prefeito Fernando MacDowell morreu em 2018.

Felippe deve ocupar o cargo até pelo menos 31 de dezembro, já que no dia seguinte, o prefeito eleito Eduardo Paes (DEM) toma posse.

Jornal Midiamax